Argel, 18 jan (EFE).- O médico argelino Mohammed Abed Khoudimi, responsável do serviço de emergência do Hospital Shifa, o maior da Faixa de Gaza, afirmou hoje que não nunca tinha visto uma carnificina semelhante, e assegurou que o Exército israelense utiliza armas químicas em seus ataques.

"Eu vivi o conflito do sul do Líbano e a Guerra do Iraque, e posso dizer que jamais vi uma carnificina como essa", assegurou o médico ao diário "El Watan".

Khoudimi, que conseguiu entrar no domingo na faixa para distribuir material de emergência no maior hospital de Gaza, afirmou que percebeu sinais de produtos químicos no corpo de várias vítimas, especialmente dos mortos.

"Quando se abre uma lesão dos mortos acontece uma reação química, uma fumaça branca tóxica com cheiro de alho. E quando realizamos a autópsia é possível observar que os órgãos ardem", indicou Khoudimi, considerado um especialista em medicina de emergência no norte da África.

Por causa desta situação, os médicos presentes em Gaza pediram oficialmente ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e às Nações unidas que criem uma comissão de investigação sobre o uso de armas químicas na ofensiva israelense. EFE jg/mh

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