Médico australiano é preso ao chegar no R.Unido para falar de eutanásia

LONDRES - Um médico australiano que chegava hoje à Inglaterra para dar palestras sobre suicídio assistido passou algumas horas preso no aeroporto de Heatrow até finalmente receber permissão para entrar no país.

EFE |

Philip Nitschke, que já havia dado outras palestras sobre o mesmo assunto na Inglaterra, se surpreendeu ao ser detido, em virtude da lei britânica de imigração e asilo, mas já foi posto em liberdade em seguida, segundo o Ministério do Interior.

Nitschke, diretor da organização de ajuda à eutanásia Exit International, disse à "BBC" que foi revistado e interrogado e que teve as impressões digitais tiradas pelos funcionários de imigração, que lhe explicaram que as conferências violavam a legislação britânica.

O médico australiano disse que aquilo nunca havia lhe acontecido antes e que estava em jogo "a liberdade de expressão".

"O fato de que haja pessoas nas quais passe pela cabeça me deportar diz algo muito preocupante sobre as mudanças na sociedade britânica", afirmou.

O médico, que administrou injeções letais em seu país natal, onde a eutanásia voluntária foi legalizada no Northern Territory, em 1996, dará conferências sobre o suicídio assistido em diversas cidades do Reino Unido.

O Governo federal revogou, no entanto, a lei da eutanásia desse território australiano nove anos após sua aprovação.

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