O proeminente médico americano pró-aborto George Tiller foi assassinado a tiros, neste domingo, dentro da igreja luterana que frequentava, na cidade de Wichita, Kansas.

Tiller, de 67 anos, era um dos poucos médicos nos Estados Unidos que realizavam os chamados abortos em gravidez adiantada (após a vigésima semana de gestação, quando o feto já poderia ter condições de sobreviver fora do útero) e, havia muito tempo, era alvo de grupos pró-vida.

Sua clínica era frequentemente palco de manifestações e ele já havia sido ferido a tiros há 16 anos.

Ataque

A polícia ainda não realizou prisões, mas o homem branco que atirou contra o médico foi visto por diversas testemunhas que participavam da missa e fugiu em um carro que já foi descrito aos investigadores.

O ataque acontece duas semanas depois que o presidente americano, Barack Obama, fez um discurso sobre o aborto em uma das principais universidades católicas do país.

Analistas dizem que Obama está tentando acalmar os ânimos em torno do assunto, argumentando que o aborto deve permanecer legal, mas que o governo deve fazer todo o possível para limitar o número de concepções indesejadas.

Mas ativistas anti-aborto ficaram insatisfeitos com a decisão do presidente de reverter as restrições para o financiamento público de pesquisas utilizando células-tronco e de grupos que promovem abortos fora dos Estados Unidos.

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