Medicamentos dados a bebês prematuros podem ser tóxicos

Medicamentos líquidos dados a bebês prematuros contêm substâncias potencialmente perigosas, advertiram pesquisadores britânicos, depois de um estudo feito em hospitais da cidade de Leicester.

AFP |

Os bebês nascidos de forma prematura são mais propensos a desenvolver doenças ou complicações que os bebês nascidos no tempo normal. Para prevenir ou curar estas complicações, os médicos costumam administrar, por via oral, vitaminas, minerais ou medicamentos.

Entretanto, segundo os pesquisadores, muitos remédios líquidos administrados por via oral contêm elementos utilizados para facilitar a ingestão e a conservação das sustâncias ativas, ou para melhorar o gosto ou o aspecto do produto.

A equipe de Hitesh Pandya (Universidade de Leicester) avaliou os medicamentos dados oralmente a 38 prematuros entre junho de 2005 e julho de 2006 nos hospitais de Leicester. Todos esses bebês pesavam menos de 1,5 kg quando nasceram.

De duas semanas e meio a nove semanas, eles receberam por via oral ferro e vitaminas, e também remédios como furosemida (diurético) e dexametasona (corticóide).

Segundo os pesquisadores, estes bebês também foram expostos a 20 excipientes diferentes, como o etanol (no ferro e na furosemida) e o propileno glicol (na dexametasona).

Alguns bebês foram expostos a doses de 0,2 ml a 1,8 ml por semana de etanol, ou seja, uma a sete "unidades de álcool". A maioria dos profissionais da saúde preconiza a abstinência total de álcool durante a gravidez.

Os pesquisadores admitem a dificuldade para os industriais de adaptar os medicamentos a cada idade, e a necessidade de incluir excipientes. Entretanto, eles consideram "urgente" a elaboração de estratégias para reduzir a exposição dos prematuros a esses excepientes.

Os resultados de seus trabalhos serão publicados terça-feira na revista especializada Archives of Disease in Childhood.

vm/yw

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