Medicamento para colesterol pode reduzir risco de demência senil

Washington, 28 jul (EFE) - O uso de remédios para o colesterol reduz à metade o risco de desenvolver demência senil, segundo um estudo divulgado hoje pela Universidade de Michigan. A pesquisa foi realizada em Sacramento (Califórnia) com idosos hispânicos que sofriam condições metabólicas que os colocava em risco de desenvolver demência, mal de Alzheimer ou uma deterioração cognitiva sem demência, disse Mary Haan, professora de epidemiologia na Escola de Saúde Pública da UM. Alguns dos fatores de risco para a demência incluíam o colesterol alto, diabetes tipo 2, obesidade e hipertensão, acrescentou Haan, autora principal do estudo. A demência é um transtorno da função cerebral que afeta gravemente a capacidade para desempenhar atividades cotidianas. A forma mais comum de demência entre as pessoas de idade avançada é o mal de Alzheimer, que inicialmente envolve as áreas do cérebro que controlam pensamento, memória e linguagem. O foco do estudo é que se uma pessoa ingere estatinas no curso de cinco a sete anos, diminui à metade o risco de demência, disse Haan, embora os pesquisadores não as tenham considerado um tratamento para a doença, e sim algo preventivo. Os especialistas descobriram que as pessoas com diabetes tipo 2 têm três vezes mais probabilidades de desenvolver o mal de Alzheimer. Nas pessoas de idade mais avançada foram encontradas tantas condições crônicas diferentes, especialmente este grupo, que as possibilidades de que qualquer ...

EFE |

É provável que muitas pessoas que tomem estatinas sem saber já tenham se beneficiado de suas propriedades para prevenir a demência, acrescentou.

Dos 1.674 participantes que não sofriam de demência ao começo do estudo, 27% (452 pessoas) tomaram estatinas em algum momento durante o período do estudo.

No período de acompanhamento de cinco anos, 130 participantes desenvolveram demência ou deterioração cognitiva, os pesquisadores fizeram ajustes por fatores como a educação, o tabagismo, a presença de um gene particular que, acredita-se, prediz a demência, e o histórico de infarto ou diabetes.

As estatinas baixaram o risco de demência em todos os participantes, mas tiveram um impacto muito maior no grupo de alto risco devido à síndrome metabólica.

O próximo passo, disse Haan, será determinar exatamente a forma como operam as estatinas nas partes bioquímicas envolvidas na demência. EFE jab/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG