Mediadores enviam carta a chefe das Farc para abrir caminho a troca

Bogotá, 24 jun (EFE) - Os facilitadores para uma aproximação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) confirmaram hoje que enviaram uma carta ao máximo comandante da guerrilha, Alfonso Cano, para abrir caminho de elaboração de uma proposta que permita a troca de seqüestrados por rebeldes presos. O diretor do semanário Comunista Voz, Carlos Lozano, afirmou hoje por telefone à Agência Efe que há poucos dias foi enviada uma mensagem ao chefe rebelde e que a resposta é aguardada a partir de uma região na qual, aparentemente, há intensos combates. Nós enviamos uma mensagem, uma carta com idéias, reflexões e iniciativas buscando abrir caminho à elaboração de uma proposta para o acordo humanitário, disse o jornalista, que acrescentou que o grupo de facilitadores já está armando essa proposição. Lozano indicou que a carta foi enviada dias depois que se abriu a comunicação direta com Cano, apelido de Guillermo León Saénz, mas que ainda não receberam resposta devido à desconfiança que há no seio das Farc. O jornalista lembrou que essa desconfiança se deve a que, de acordo com a guerrilha, a exposição pública foi o que mais aumentou a vulnerabilidade do líder e porta-voz internacional, Raúl Reyes, apelido de Luis Edgar Devia, morto em um bombardeio das tropas colombianas em território equatoriano em 1º de março. Isso está atrapalhando, mas o bom é que já há um canal de comunicação e isso é o importante. É preciso trabalhá-lo com muita...

EFE |

Lozano disse então que, junto ao ex-ministro Álvaro Leyva, acordaram em estabelecer contatos com o novo chefe rebelde após ser autorizados pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, para tentar uma comunicação com as Farc que permita avançar na busca de um acordo humanitário.

Segundo o jornalista, todas as comunicações com a guerrilha se mantiveram de maneira "discreta" e "prudente", e o trabalho foi feito de forma coordenada com o grupo de países amigos (Espanha, França e Suíça).

As Farc têm em seu poder um grupo de 40 seqüestrados, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e três americanos, aos quais pretendem trocar por 500 insurgentes presos, três deles extraditados aos Estados Unidos. EFE fer/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG