Paris, 5 mar (EFE).- Noël Sáez, diplomata francês para negociar a libertação de Ingrid Betancourt de seu sequestro pelas Farc, se queixou hoje da falta de elegância da ex-candidata presidencial, que não agradeceu seus esforços, e criticou duramente em entrevista à Agência a Efe o tratamento do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe.

Sáez, autor do livro "L'émissaire" (O emissário), lançado hoje na França, ele também considera "duvidosas" as condições da libertação pelo Exército colombiano, em julho do ano passado, de Betancourt e de outros 14 reféns mantidos pelas Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (Farc).

Ele afirma que o guerrilheiro Gerardo Aguilar Ramírez, conhecido como "comandante César", foi comprado pelo Exército colombiano e foi seu jogo duplo que permitiu o sucesso da operação dos militares, que teve assim "a cumplicidade do carcereiro" para resgatar os reféns.

O diplomata francês, que, entre 2001 e 2005, se encontrou 20 vezes com "Raúl Reyes" -morto pelo Exército colombiano no ano passado-, para negociar a libertação da ex-senadora reconheceu ter se "zangado um pouco" por Betancourt agradecer a todos, mas "se esquecer dos que arriscaram a vida para salvá-la, para tirá-la dali".

Já Uribe, ele atacou alegando razões diplomáticas, porque ele "não podiam atacar a França ou a Suíça ou a Espanha". EFE ac/jap

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