Média de acidentes aéreos na América Latina é o dobro da mundial

SANTIAGO (Reuters) - A taxa de acidentes aéreos na América Latina é duas vezes a média global, informou na terça-feira a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês). A entidade classificou algumas normas de segurança regional como um perigoso obstáculo. A Iata representa cerca de 240 companhias aéreas, responsáveis por 94 por cento de todo o tráfego aéreo organizado, e se define como uma entidade mundial da indústria.

Reuters |

Houve um acidente para cada 600.000 vôos na América Latina em 2007, em comparação com um para cada 1,3 milhão de vôos em todo o mundo, disse o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani, durante uma conferência do setor aéreo em um campo de aviação perto da capital chilena.

'Melhorou muito em relação a 2005, quando houve um acidente para cada 400.000 vôos na América Latina. Mais ainda é duas vezes maior que a média global e isso (a melhora) não é bom o suficiente', explicou Bisignani no evento, do qual participaram líderes e executivos da indústria aeroportuária e da aviação.

Foram 12 acidentes com companhias aéreas na América Latina em 2007, dos quais três resultaram em mortes, segundo a Iata.

No mesmo ano, houve 100 acidentes no mundo todo, sendo 20, fatais.

Regulamentos de segurança não padronizados são um grande problema na região, disse Bisignani, citando uma lista com 250 deficiências em relação às normas mundiais.

'Este é um perigoso obstáculo para esta região. A segurança não tem fronteiras, e as normas de segurança devem ser unificadas. Isto é inaceitável e precisa melhorar imediatamente', observou Bisignani.

Chile, Costa Rica e México já aderiram ao padrão internacional de gerenciamento de segurança na aviação, definido pela Iata, e Brasil e Panamá se comprometeram a fazer o mesmo.

'Companhias aéreas de cinco países latino-americanos participando...Não é suficiente', disse Bisignani.

Ele acusou alguns governos latino-americanos de tratar a infra-estrutura aérea como um 'cash cow' (empresa geradora de lucro contínuo), e fez um chamado às autoridades para que se concentrem em questões como substituição de sistemas antiquados de radar, uso de novos materiais para melhorar a segurança das pistas de pouso e melhoria da vigilância das pistas.

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