McDonnell Douglas 82, um avião de concepção antiga, mas ainda muito usado

O avião da companhia espanhola Spanair que se acidentou nesta quarta-feira em Madri era um McDonnell Douglas 82, um aparelho de concepção antiga, mas ainda muito utilizado em todo mundo.

AFP |

Construídos pelo grupo americano McDonnell Douglas - englobado por seu compatriota Boeing em 1997 -, os primeiros aparelhos da família dos MD-80, sucessores dos DC-9, entraram em serviço em 1980.

Sua produção foi concluída em dezembro de 1999.

Com 45,1 metros de comprimento, este bimotor pode transportar de 144 a 168 passageiros, dependendo da configuração de uma ou duas classes.

Em seu site, a Boeing - que assegura a manutenção e a vigilância desses aviões em todo o mundo - assinala que são aparelhos silenciosos e que consomem pouco combustível.

"É um tipo de avião qye vai acabar se extinguindo. Agora relativamente poluidores e ruidosos, já que seus motores são antigos, estão sendo retirados do mercado pouco a pouco e substituídos pelos Boeing 737 e o Airbus A320", explicou Gerard Feldzer, diretor do Museu do Ar e do Espaço de Le Bourget, nas proximidades de Paris.

Feldzer acrescenta que geralmente são aviões de segunda ou terceira mão, ou seja, que já foram revendidos uma ou duas vezes entre companhias.

No entanto, o diretor garante que a idade de um avião não tem grande importância.

"Não se pode estabelecer uma relação entre tipo de avião, idade e acidente. Não é que um avião seja mais perigoso do que outro por ser mais antigo", advertiu.

As companhias aéreas européias Swissair e Austrian Airlines foram as primeiras a introduzir os MD-80 no velho continente.

A americana American Airlines possui atualmente a maior frota mundial de MD-80, com 275 aparelhos, informa a Boeing em seu site.

A Spanair tem 36 exemplares da família MD-80 em sua frota, segundo o site da companhia espanhola.

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