McCain vai propor imposto menor para empresas

Washington - O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, vai prometer na terça-feira uma redução dos impostos sobre as empresas e sobre os trabalhadores de classe média.

Reuters |

O senador também deve propor um sistema tributário simplificado, e insistirá para que os salários, benefícios e indenizações por afastamento de executivos-chefes tenham aprovação dos acionistas das empresas.

'Não importa qual de nós vencer em novembro, haverá uma mudança em Washington. A questão é que tipo de mudança', dirá McCain numa conferência para micro-empresários, referindo-se ao seu rival democrata, Barack Obama.

'Vamos realizar o maior aumento tributário desde a Segunda Guerra Mundial, como propõe meu adversário, ou vamos manter os impostos baixos para famílias e empregadores?', dirá ele, segundo trechos divulgados de antemão.

Ele dirá que os EUA têm a segunda maior carga tributária do mundo para empresas, e que é necessário fazer uma redução para manter a competitividade.

McCain proporá também uma lei que autoriza empresas a debitarem gastos com tecnologia e equipamentos em seu primeiro ano de atuação.

Ainda sobre impostos, ele defende que os impostos sobre ganhos de capital permaneçam baixos, que seja dobrada a isenção por filho menor, e que se acabe gradualmente com o 'imposto mínimo alternativo', o que segundo ele geraria uma economia de até 2 mil dólares por ano para 25 milhões de famílias de classe média.

Na segunda-feira, Obama acusou McCain de pretender ampliar os benefícios fiscais concedidos pelo governo George W. Bush, o que segundo o democrata agravaria ainda mais a dívida pública.

Ele afirmou também que o apoio de McCain à prorrogação dos cortes tributários de Bush permitiria uma economia de 2 trilhões de dólares para as corporações.

Em seu discurso, McCain dirá que o sistema tributário dos EUA é complicado de reformar, mas que é preciso tentar.

'Como presidente, proporei um sistema tributário alternativo. Quando esta reforma for realizada, todos os que desejarem se adequar ao atual sistema poderão fazê-lo. Todos os demais poderiam escolher um sistema muito menos complicado, com duas alíquotas e uma generosa dedução-padrão.'

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