McCain vai à Colômbia para discutir comércio, drogas e direitos

Por Jeff Mason CARTAGENA, Colômbia (Reuters) - O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, chegou à Colômbia na terça-feira para negociações sobre comércio, drogas e direitos humanos em uma visita voltada a mostrar sua experiência em política externa em comparação com a do rival democrata, Barack Obama.

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McCain, senador pelo Arizona, está se reunindo com o presidente colombiano, Alvaro Uribe, e outras autoridades na primeira parte de uma viagem de três dias que também incluirá o México.

'Nós queremos conversar sobre drogas em um grau maior. Nós queremos conversar sobre o progresso que eles fizeram contra as Farc', disse McCain a jornalistas sobre os objetivos da sua visita, referindo-se à guerrilha esquerdista Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Livre comércio também está na agenda, disse ele durante o vôo para o país sul-americano.

Direitos humanos --uma questão que os críticos o estimulam a discutir na Colômbia-- também estarão na mesa, em meio ao chamado de Uribe por uma nova eleição.

'Onde quer que haja um único abuso dos direitos humanos, me preocupa', disse McCain.

'Eu também vou acrescentar que tem havido uma melhoria significativa (na Colômbia) e eu quero ver essa melhoria continuar.'

McCain comentou sobre a oposição de Obama a um acordo de livre comércio com a Colômbia como uma diferença chave entre as duas candidaturas, e apesar de prometer não criticar o senador por Illinois no exterior, ele pediu um pacto.

'Ele não apóia o acordo de livre comércio com a Colômbia.

Eu acho que isso... teria consequências muito sérias se nós afastarmos nosso aliado mais próximo', disse McCain na segunda-feira.

A Colômbia vê o acordo com os EUA como fundamental para seus esforços de estabilização no relacionamento comercial com a maior potência mundial e para reconquistar o grau de investimento, perdido devido à crise econômica de 1999.

Obama, como muitos outros democratas, alega que a Colômbia precisa reduzir a violência e os assassinatos de sindicalistas antes de o Congresso dos EUA votar o pacto.

(Reportagem adicional de Hugh Bronstein)

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