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McCain usa biografia e críticas light contra democratas

O senador John McCain assumiu um tom humilde e dirigiu críticas cordiais contra o rival democrata Barack Obama, ao aceitar a indicação do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, no encerramento da convenção da legenda, na quinta-feira. O republicano também citou o seu próprio histórico de vida, fazendo alusões à detenção em um campo de prisioneiros durante a Guerra do Vietnã, para justificar seu amor pelos Estados Unidos e a intenção de alcançar a presidência americana.

BBC Brasil |

Ele também reconheceu que o próprio partido havia deixado muitos americanos na mão quando chegou ao poder, e que ele pretende ''resgatar o orgulho e princípios de nosso partido''.

O tom light de McCain pareceu ser um contraponto à virulência adotada por outros membros de sua legenda.

Em especial de sua companheira de chapa, a governadora Sarah Palin, que lançou ataques certeiros contra Obama em seu pronunciamento na convenção, na quarta-feira, e que, ao que tudo leva a crer, adotará o papel de pitt bull republicano nos próximos meses da disputa presidencial. 


Clique na foto para ver o vídeo do discurso de McCain (é preciso desabilitar o bloqueador de pop-up)

Críticas cordiais

McCain enfatizou que existem grandes diferenças entre ele e Obama, mas lembrou que o rival conta com o ''respeito e admiração'' dele, e que ''a despeito das diferenças, muito mais nos une do que nos separa''.

''Nós somos ambos compatriotas americanos, uma associação que para mim significa mais do que qualquer outra'', afirmou McCain.

O republicano não enfatizou a suposta inexperiência do democrata, como fizeram alguns dos principais líderes republicanos nos últimos dias - entre eles, o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, que classificou Obama como ''o candidato presidencial mais inexperiente dos últimos cem anos''.

Mas a despeito do ar menos belicoso do que o de seus correligionários, McCain procurou contrastar suas visões com as do rival, classificando-o como um adepto de políticas ultrapassadas.

''A assistência governamental para trabalhadores desempregados foi voltada para a economia dos anos 50. Isso vai mudar na minha gestão. Meu oponente promete trazer de volta velhos empregos, varrendo a economia global'', acusou.

''Eu manterei seus impostos baixos e os cortarei onde for possível. Meu oponente irá aumentá-los. Eu manterei mercados abertos para nossos bens e serviços. Meu oponente os fechará. Eu cortarei gastos governamentais. Meu oponente irá aumentá-los'', disse McCain.

Guerras

O senador recheou seu pronunciamento com referências ao período de mais de cinco anos em que foi prisioneiro de guerra no Vietnã, onde sofreu torturas que resultaram na perda parcial da mobilidade de seus braços.

''Eu me apaixonei por meu país quando era prisioneiro em outra nação (...) Meu país me salvou. Meu país me salvou e eu não posso esquecê-lo. E eu vou lutar por ele enquanto estiver vivo.''

Do conflito no Vietnã, McCain passou para um confronto atual, a guerra do Iraque. ''Eu lutei pela estratégia correta e por mais soldados no Iraque quando isso não era algo popular. E quando os analistas disseram que minha campanha estava acabada, eu disse que preferia perder uma eleição a ver meu país perder uma guerra.''

O republicano também fez questão de enfatizar que, a despeito de sua defesa na Guerra do Iraque, ''odeia a guerra'' e está na disputa presidencial porque pretende tornar seu país mais seguro.

EFE/CRAIG LASSIG
"Ele saberá governar o país", disse Cindy

Reações

A delegada pelo Estado do Arizona Sharon Giese disse que o discurso de McCain adotou o tom correto, enfatizando plataformas.


''Ele deixou claro que detesta a guerra, mas que pretende proteger o seu país. E que ele é capaz de estender a mão para pessoas de outros partidos'', afirmou.

Na opinião de Lorin Jones, da Flórida, McCain ''não precisava adotar um tom agressivo como o dos demais republicanos''.

''Ele adotou um tom mais humilde, lembrando que trabalha para o povo americano, que trabalha para uma causa maior do que ele mesmo: os Estados Unidos da América.''

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