McCain tenta reagir a queda nas pesquisas pós-crise nos mercados

Por Matt Spetalnick VIRGINIA BEACH, EUA (Reuters) - O candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, John McCain, tentou na segunda-feira garantir a seus simpatizantes que, apesar da queda nas pesquisas e das desconfianças dentro de sua legenda, conseguirá dar a volta por cima e derrotar o democrata Barack Obama.

Reuters |

"Meus amigos, nós os temos exatamente onde queríamos", afirmou McCain em um comício realizado no Estado da Virgínia, um dos decisivos para a eleição de 4 de novembro.

O republicano tenta recolocar sua campanha nos trilhos depois de duas semanas de queda nas pesquisas provocada em especial por sua reação à crise financeira surgida nos EUA.

A três semanas das eleições, McCain deparou-se com uma nova enquete do Washington Post/ABC News que o coloca 10 pontos atrás de Obama (53 por cento das intenções de voto contra 43 por cento) e mostra que o candidato encontra-se paralisado ou perdendo terreno em várias questões.

Uma pesquisa da Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada na segunda-feira concedeu a Obama com uma vantagem de 4 pontos percentuais. O site realclearpolitics.com calculou que, na média das enquetes recentes, Obama encontra-se 6,8 pontos percentuais à frente de McCain.

O democrata viu sua popularidade aumentar com base em sua resposta firme ao crash de Wall Street. Pesquisas mostram que os norte-americanos confiam mais nele para tratar de questões políticas -- como consequência, McCain viu o adversário distanciar-se.

"Temos 22 dias ainda. Estamos 6 pontos atrás. A média nacional nos colocou fora da jogada. O senador Obama dá como certa sua vitória", afirmou o republicano a milhares de simpatizantes reunidos em Virginia Beach. Ao lado dele estava sua candidata a vice, Sarah Palin.

O democrata, em Toledo (Ohio), apresentou o que descreveu como um plano de resgate econômico da classe média que incluiria uma moratória de 90 dias no pagamento de hipoteca por parte de alguns proprietários de imóveis e uma limitação das retiradas sem penalidade feitas em contas de aposentadoria neste ano e no próximo.

Obama ainda propôs dar a empresas um desconto em impostos para cada funcionário que contratassem dentro dos EUA nos próximos dois anos.

"Podemos recuperar o sentido de justiça e equilíbrio, o qual garante a cada norte-americano uma chance justa de realizar o sonho americano. E, acima de tudo, podemos recuperar a confiança -- a confiança nos EUA, a confiança na nossa economia e a confiança em nós mesmos", disse Obama em trechos de seu discurso divulgados para os meios de comunicação.

(Reportagem adicional de Arshad Mohammed)

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