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McCain surpreende ao escolher ex-candidata a miss como companheira de chapa

César Muñoz Acebes Washington, 29 ago (EFE).- O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, agitou hoje a campanha eleitoral americana ao escolher como companheira de chapa a governadora do Alasca, Sarah Palin, uma figura desconhecida no cenário político nacional.

EFE |

De 44 anos e com apenas dois de experiência como governadora, Palin se destacou por seu empenho em combater o desperdício público.

Além disso, um dos fatores que ajudaram a impulsionar sua carreira política foi o fato de, há 20 anos, ter sido finalista no concurso Miss Alasca.

Ao anunciar a escolha de sua vice, McCain diminuiu na imprensa o espaço dedicado ao candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, que ontem encerrou a convenção nacional do partido com um discurso considerado memorável.

"Ela é exatamente aquilo de que preciso. É exatamente aquilo do que este país precisa", disse McCain em um comício na universidade estadual de Wright, em Dayton (Ohio).

De lado, ficaram políticos de muito mais peso, sobretudo Mitt Romney, ex-governador de Massachusetts, Tim Pawlenty, o evangélico fervoroso que governa Minnesota, e Joseph Lieberman, amigo pessoal de McCain e senador independente de Connecticut.

A única pista de que a escolhida poderia ser Palin foi a aterrissagem em Dayton de um avião vindo do Alasca.

No fim, McCain optou por um rosto novo e jovem, uma mulher com credenciais impecáveis como conservadora em temas sociais, mas distante física e politicamente de Washington.

Assim o candidato republicano à Presidência descreveu-a no comício na universidade de Wright, pronunciado diante de 10.000 eleitores com vontade de se fazerem ouvir, após uma semana de cobertura ininterrupta da convenção democrata em Denver.

"Ela não é daqui e não é de Washington", disse McCain, que afirmou que Palin o ajudará "a lutar contra a política batida" que sempre deixa o país em segundo lugar.

Por sua vez, a governadora flertou com os eleitores de centro.

"Este é um momento no qual os princípios e a independência política importam muito mais que simplesmente a linha (ideológica) de partido", disse.

McCain "é um homem que sempre serviu a seu país, não apenas a seu partido", acrescentou.

Palin é a segunda mulher a ser candidata à Vice-Presidência dos EUA. A primeira foi a democrata Geraldine Ferraro, que, sem sucesso, concorreu com Walter Mondale em 1984.

Em seu discurso, a companheira de chapa de McCain, homenageou Ferraro e também Hillary Clinton, a mulher que mais perto chegou de conseguir uma candidatura à Presidência dos Estados Unidos.

A escolha de Palin parece um estender de mão às eleitoras de Hillary, que ainda estão doídas com vitória de Obama nas primárias democratas.

Mais que a apresentação de um programa político, o comício de hoje em Dayton foi sobre quem é Palin, uma mulher desconhecida fora do Alasca, onde é muito popular.

McCain, ao lado da mulher, Cindy, e da filha Meghan, descreveu a governadora republicana como uma compromissada com o fim da corrupção e do desperdício público.

"Ela mostrou grande tenacidade e habilidade em abordar problemas sérios, especialmente a dependência perigosa em relação ao petróleo estrangeiro", acrescentou McCain.

Como governadora, sua maior conquista foi conseguir autorizar a construção de um gasoduto de quase 3.000 quilômetros de extensão.

McCain também destacou que Palin nasceu em uma família de classe média, é filha de um professor de ensino médio casado com uma secretária, foi sindicalista e "sabe o que é se preocupar com a hipoteca, o seguro de saúde, o preço da gasolina e as compras" No discurso que pôs fim à convenção democrata, Obama acusou McCain, um dos senadores mais ricos do país - graças à fortuna de sua esposa -, de não conhecer as dificuldades pelas quais os americanos passam.

Palin também foi a Dayton acompanhada da família: o marido Todd, um esquimó, e quatro de seus cinco filhos, um dos quais tem síndrome de Down.

Já o que não foi, Track, está no Exército e, em setembro, irá para o Iraque.

"Cresci trabalhando com as mãos", disse Palin, que se definiu como uma mãe "comum", que vai aos jogos de hóquei dos filhos no Alasca, mas cujo desafio agora será ficar conhecida do eleitorado a pouco mais de dois meses das eleições de 4 de novembro. EFE cma/sc

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