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McCain se beneficia da disputa democrata mas não consegue ser ouvido

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, tem dificuldades para se fazer ouvir em uma campanha dominada pelo Partido Democrata, apesar de se beneficiar da disputa entre Barack Obama e Hillary Clinton.

AFP |

Segundo a empresa independente especializada RealClearPolitics, que na sexta-feira publicou em seu site uma compilação das mais recentes pesquisas de opinião, o senador republicano está empatado nas intenções de voto com o rival democrata, independente de qual dos dois aspirantes será nomeado.

Entre os democratas, nem Hillary nem Obama conseguiram o número de delegados necessários para assegurar a candidatura na convenção partidária.

Por outro lado, se McCain obteve números suficientes de delegados para representar o partido de George W. Bush na eleição presidencial de novembro, não significa que os republicanos estejam todos em harmonia.

Mesmo com o tema da candidatura definido, o calendário das eleições primárias partidárias continua e surgem surpresas para McCain.

Na Pensilvânia na última terça-feira, por exemplo, enquanto as atenções estavam voltadas para as primárias democratas, no lado republicano, dos 800.000 eleitores que votaram apenas para constar, quase 20% preferiram um dos adversários já derrotados na corrida partidária, o declarado antiguerra no Iraque Ron Paul e o conservador Mike Huckabee.

Em uma viagem pelo sul do Arkansas na sexta-feira, estado no qual Huckabee foi governador, McCain chegou acompanhado do ex-aspirante presidencial, cogitado pela imprensa como possível companheiro de chapa do senador do Arizona.

"Huckabee é um grande homem e ajudou muito na campanha", disse McCain à rede de televisão CBS.

Quando se trata da idade de McCain, de 72 anos, o senador tem sido alvo de tolerância por parte dos meios de comunicação, que pouco se referiram às mancadas cometidas pelo candidato, como quando disse que o Irã treinava a rede Al-Qaeda no Iraque, ou sobre o apoio que recebe de figuras controversas, como o pastor John Hagee, famoso por suas declarações homofóbicas e intolerantes para os católicos.

Por outro lado, os vínculos de Obama com seu ex-pastor Jeremiah Wright, acusado há anos por suspeitos sermões antipatrióticos, são amplamente comentados pelos meios de comunicação.

Nesse sentido, McCain aproveitou na sexta-feira para exigir de Obama que peça "desculpas ao povo americano" pelos laços que têm com Wright, um militante radical de extrema-esquerda.

Além disso, McCain, que se comprometeu a fazer uma campanha "respeitosa", acusou Obama de ser "o candidato favorito do Hamas".

No entanto, McCain tem uma séria dificuldade de se desvencilhar do impopular presidente Bush sem rejeitar seu apoio.

Sobre seus planos de governo, o senador do Arizona apóia manter os soldados americanos no Iraque e agora tende a apoiar o programa de redução de impostos de Bush, com quem tem se encontrado freqüentemente, depois de muito criticar a medida.

aje/cl/fp

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