McCain reitera oposição a aborto em debate; Obama defende procedimento

Redação central, 16 out (EFE) - Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama, divergiram sobre a legalização do aborto, no último debate antes da eleições de 4 de novembro. McCain reiterou sua oposição ao procedimento cirúrgico, mas disse que sua opinião nesse tema que divide os americanos não o influenciaria na hora de escolher os juízes da Suprema Corte dos EUA. A nomeação dos candidatos ao Supremo deve se basear em seus antecedentes, em suas decisões, não em sua ideologia política, disse McCain. Devemos nomeá-los de acordo com suas boas qualificações, mas não acho que ser favorável ao aborto seja uma boa qualificação, disse McCain. Obama coincidiu com o adversário quanto a que o primordial na designação desses magistrados é a forma na qual se avalie sua capacidade de administrar a Justiça. Eu olharei seus antecedentes quando se tratar de fazer uma designação desse tipo.

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"Mas eu sou alguém que acredita que a decisão (de legalizar o aborto) foi correta. São as mulheres, em consulta com seus parentes, as que estão em melhor posição de tomar uma decisão", sobre o aborto, disse Obama.

O aborto foi legalizado em 1973 e, desde então, foi o ponto principal de divergência entre os setores conservadores, principalmente republicanos, e os liberais, a maioria deles democratas.

Ambos também trocaram acusações sobre as respectivas propostas sobre a cobertura médica da população americana.

Obama defendeu oferecer aos cidadãos dos EUA o mesmo tipo de cobertura que os parlamentares americanos recebem, através de negociações com as farmacêuticas e companhias de seguro e do investimento em tecnologias.

Enquanto isso, McCain propôs dar um crédito de US$ 5 mil para que os americanos de classe média e baixa possam gastar com planos de saúde.

"Concederei um crédito fiscal de US$ 5 mil para que as pessoas possam comprar seus planos de saúde", disse o senador.

Ele também criticou a proposta de Obama, de um sistema único, e que prevê multas para as empresas que violarem a cobertura de saúde de seus funcionários.

"Obama diz que quer ter um sistema único, ele quer sobrecarregar o sistema", afirmou.

O republicano defendeu seu plano para o setor. "As pessoas vão receber mais benefícios de saúde. Eu vou dar US$ 5 mil, as pessoas podem escolher, não vão ter o senador Obama e o Governo decidindo por eles", defendeu McCain.

O senador por Illinois afirmou que sua intenção é isentar as pequenas e médias empresas do pagamento de seguros médicos a seus funcionários, mas não as grandes corporações.

Além disso, criticou a proposta de McCain, afirmando que penaliza, sobretudo, os mais velhos, que não conseguiriam bons planos de saúde, enquanto os jovens teriam mais facilidade nesse sentido.

"McCain vai taxar os benefícios de saúde das empresas. Uma apólice custa US$ 12 mil e você tem US$ 5 mil, isso não é um lucro", afirmou.

"Tudo o que eu quero é cortar os custos", ressaltou o democrata.

EFE ojl/db

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