Washington, 25 mai (EFE).- O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, já iniciou a busca de um vice-presidente e, para tanto, convidou vários possíveis candidatos para uma reunião em seu rancho no Arizona, entre os quais figura seu ex-rival Mitt Romney.

O senador pelo Arizona fará este final de semana papel de anfitrião para 30 amigos e companheiros do mundo político, entre os quais se encontram três "vice-presidenciáveis".

Sua campanha insiste que a reunião tem caráter estritamente social, mas os analistas acreditam ser mais que uma casualidade que entre os convidados se encontrem o ex-governador de Massachusetts e ex-aspirante republicano à Casa Branca, Mitt Romney; o governador da Flórida, Charlie Crist, e o governador da Louisiana, Bobby Jindal.

Esses três políticos figurariam na lista de possíveis candidatos à Vice-Presidência de McCain e é provável que um deles seja o companheiro de viagem do candidato republicano nas eleições presidenciais de novembro, segundo a imprensa local.

Crist anunciou, no final de janeiro, seu apóio a McCain o que lhe serviu de impulso nas primárias do partido na Flórida.

Romney, por sua vez, após abandonar no início de fevereiro suas aspirações presidenciais, se transformou em um dos apoios mais destacados de McCain e inclusive encorajou seus partidários a respaldarem o senador pelo Arizona.

A escolha do candidato para vice-presidente é uma das mais difíceis e no caso de McCain - criticado pelos democratas por sua idade avançada, 72 anos, e pelos conservadores por suas posições moderadas - possivelmente ainda mais.

Os fatores que influem tradicionalmente na busca de um vice-presidente são tão distintas como a experiência política, a procedência geográfica, a ausência de escândalos ou, como neste caso, a idade.

De fato, se ganhar as eleições de 4 de novembro, McCain se transformará no presidente mais velho a chegar à Casa Branca.

Seus três episódios de melanoma, a forma mais agressiva de câncer de pele, e os mais de cinco anos, três deles incomunicado, que passou em um campo de prisioneiros de Guerra do Vietnã, onde foi torturado e inclusive tentou suicidar-se, fizeram com que muitos temessem por sua saúde.

A fim de aplacar esses temores sua campanha publicou esta semana o histórico médico do senador pelo Arizona, que demonstra que McCain não padece de nenhuma doença maligna, apesar de ter problemas típicos da idade como artrites e colesterol.

Sua saúde, no entanto, não é a única preocupação dos eleitores e membros do Partido Republicano.

McCain tem problemas para convencer à vertente mais dura de seu partido, que lhe considera demasiado liberal em alguns aspectos como em imigração e opinam que perdeu, durante sua longa carreira no Congresso, boa parte de suas essências conservadoras.

A isso se soma o fato de que alguns líderes de seu partido pensam que McCain não aproveita suficientemente a seu favor as disputas protagonizadas pelos dois aspirantes democratas à Casa Branca, Hillary Clinton e Barack Obama.

Outros argumentam que é inútil desperdiçar toda a artilharia neste momento das eleições, dado que os rivais democratas ficam com toda a atenção.

Esse parte dos críticos acredita que, quando um dos dois abandonar a corrida presidencial o foco de atenção se centrará na verdadeira campanha e é nesse momento que McCain terá a oportunidade de atacar e diferenciar-se de seu rival, que, como muitos já assumem abertamente, será provavelmente Barack Obama.

O senador por Illinois também não perde tempo e da mesma forma que McCain já se embarcou na busca de sua mão direita para ocupar o Salão Oval da Casa Branca.

Segundo os meios de imprensa americanos, Jim Johnson, o ex-presidente da companhia hipotecária semi-estatal Fannie Mae, aceitou a incumbência de iniciar a seleção do "número dois".

Do que não há dúvida é que tanto Obama, como McCain, terão que acertar, chegado o momento, com sua escolha, sobretudo para atrair os eleitores que lhes têm menos simpatia. EFE cai/fb

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