McCain questiona confiança de Obama nos EUA

Por Andrew Gray PHOENIX (Reuters) - O candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, questionou na terça-feira a confiança de seu rival democrata, Barack Obama, na liderança norte-americana nos assuntos mundiais.

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McCain afirmou que Obama, no seu discurso de julho perante 100 mil pessoas em Berlim, deixou de expressar suficiente fé nos EUA como 'a maior força para o bem que há nesta Terra'.

'Ele era a imagem da confiança. Mas de certa forma a confiança em si e a confiança no seu país não são a mesma coisa', disse McCain a um grupo de veteranos de guerra -- como o próprio McCain, que passou cinco anos como prisioneiro no Vietnã.

A campanha de McCain insiste que não questiona o patriotismo de Obama, e sim o seu bom-senso como governante.

Obama se queixa veementemente toda vez que considera que seus adversários questionam seu patriotismo -- como quando o republicano disse que o rival se preocupa mais em obter vantagens políticas do que em vencer a guerra do Iraque.

McCain também questionou Obama por aparentemente comparar a ocupação norte-americana do Iraque, iniciada em 2003, com a recente invasão russa na Geórgia, que desencadeou forte reação de Washington.

Na semana passada, ao condenar a ação militar russa, Obama disse que Moscou não poderia 'investir contra outros países'.

Mas ressalvou: 'é claro que ajudaria se estivéssemos dando o exemplo nesse ponto'. Obama sempre se declarou contrário à guerra no Iraque.

McCain então sugeriu que ele não tem clareza e visão para liderar os EUA e o mundo. 'Se ele realmente acha que ao libertar o Iraque de um perigoso tirano [Saddam Hussein] os Estados Unidos de certa forma deram um mau exemplo e convidaram a Rússia a invadir uma pequena nação, pacífica e democrática, então ele deve declarar isso de forma direta, porque esse é um debate que eu saúdo', declarou McCain.

'A confusão em torno de tais questões só convida a mais problemas, violência e agressão', afirmou o republicano, cuja campanha sempre dá ênfase a questões de segurança nacional.

Ele e Obama estão virtualmente empatados nas pesquisas nacionais de opinião.

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