McCain quer ganhar no Afeganistão sem perder no Iraque

O candidato republicano à Casa Branca John McCain sugeriu nesta terça-feira aumentar o número de soldados americanos no Afeganistão no mesmo modelo do que foi feito no Iraque, afirmando que a decisão de enviar reforços a este país se mostrou acertada.

AFP |

"O sucesso decorrente do reforço das tropas no Iraque nos mostra como vencer no Afeganistão", afirmou McCain em Albuquerque (Novo México, sudoeste dos EUA), durante um discurso sobre a situação no Afeganistão pronunciado pouco depois de seu adversário democrata, Barack Obama, ter apresentado em Washington seu plano para o Iraque e o Afeganistão.

"O senador Obama diz que não podemos ganhar no Afeganistão sem perder no Iraque. Na verdade, é exatamente o contrário", considerou McCain. "Com a estratégia certa e o número apropriado de soldados, podemos vencer tanto no Iraque como no Afeganistão", afirmou.

"A insegurança aumentou no Afeganistão", admitiu o senador de Arizona. "Se for eleito presidente, mudarei o curso da guerra no Afeganistão como mudamos o curso da guerra no Iraque, com uma estratégia global para a vitória", garantiu.

McCain sugeriu o envio de "pelo menos" três brigadas suplementares - cerca de 15.000 soldados - ao Afeganistão, para garantir a segurança da população local, no modelo do que foi feito no Iraque. Ele expressou o desejo de que as forças americanas atuem mais no sul do Afeganistão "no coração do feudo talibã", e defendeu a unificação do comando das forças posicionadas no país. "O comandante das forças no Afeganistão precisa ser o comandante supremo de todas as forças da coalizão. Como comandante-chefe, trabalharei com nossos aliados para garantir a unidade do comando", declarou.

O candidato republicano também defendeu aumentar de 80.000 para 160.000 o número de soldados afegãos, e considerou que os aliados deveriam contribuir para financiar este Exército.

John McCain também expressou o desejo de que o Paquistão deixe de ser "um santuário" para os terroristas. "Temos que convencer os paquistaneses de que esta guerra é a deles também, e não somente a nossa", frisou.

O senador de Arizona, veterano da guerra do Vietnã que fará 72 anos em agosto, sustentou que sua experiência lhe dá uma "capacidade de julgamento".

aje/yw

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