McCain promete levar verdadeiros ideais republicanos a Washington

César Muñoz Acebes. St Paul (EUA), 4 set (EFE).- O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, prometeu hoje a seu partido devolver a Washington os ideais republicanos, e se apresentou como um homem independente e com experiência.

EFE |

"Vamos mudar Washington", anunciou o senador pelo Arizona aos milhares de delegados e membros do partido presentes no Xcel Energy Center, em St Paul, Minnesota, sede da Convenção Republicana.

McCain descreveu essa mudança com base nos princípios tradicionais de seu partido: impostos baixos, disciplina na despesa e mercados abertos.

O discurso de McCain foi o último do dia e encerrou a convenção, que começou na segunda-feira. Antes de surgir ao palco, um vídeo mostrou sua vida e destacou especialmente os cinco anos e meio que passou como prisioneiro de guerra no Vietnã.

O candidato republicano discursou em um palanque modificado especialmente para ele, com uma rampa que avançava em direção ao público, em um estádio de hóquei com capacidade para cerca de 20.000 pessoas.

A proximidade física com os delegados republicanos não impediu que o candidato criticasse seus correligionários, em um apelo aos eleitores de centro que assistiam ao discurso pela televisão.

"Perdemos a confiança do povo americano quando alguns republicanos caíram na tentação da corrupção", afirmou McCain, diante do silêncio da audiência.

"Não trabalho por um partido, não trabalho para um grupo de interesses, não trabalho para mim mesmo. Trabalho para vocês", disse o senador pelo Arizona.

Para levar essa mudança às estruturas de Governo, McCain se apoiou na governadora do Alasca e candidata à Vice-Presidência, Sarah Palin. "Quero muito apresentá-la a Washington", afirmou.

McCain não mencionou em seu discurso o nome do presidente George W. Bush, cuja popularidade despencou nos últimos anos, mas falou sobre seu rival na corrida presidencial, o democrata Barack Obama.

Em um discurso no qual a economia teve grande peso, McCain acusou Obama de querer subir os impostos, fechar os mercados para a exportação e aumentar o gasto público.

Além disso, afirmou que o plano do democrata de criar um sistema de saúde universal "aumentará a burocracia entre médicos e pacientes".

McCain também insistiu em seu discurso em comentar sobre sua experiência na vida pública.

"Nós enfrentamos muitas ameaças neste mundo perigoso, mas não tenho medo delas. Estou preparado", disse.

Antes de encerrar seu discurso, McCain comentou sobre o tempo em que permaneceu como prisioneiro de guerra no Vietnã, e lembrou a manhã de 1968 na qual foi capturado em Hanói e as torturas que sofreu durante o período.

O candidato republicano afirmou que seu amor pelos EUA se tornou ainda mais intenso durante esses anos.

"Eu amava os Estados Unidos não apenas pelo lugar, mas porque representava uma idéia, algo pelo qual valia a pena lutar. Nunca mais fui o mesmo, já não me pertencia a mim mesmo, pertencia a meu país", afirmou.

"Meu país me salvou, nuca esquecerei isso", disse McCain diante de uma multidão que o aplaudia de pé. EFE mv/mh

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