Washington, 12 mai (EFE).- O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, prometeu que se for eleito presidente dos Estados Unidos enviará ao Congresso um projeto de lei para limitar a emissão de gases do efeito estufa e mudará a dinâmica da política energética em seu país.

Em seu percurso como candidato presidencial, McCain fez um parada hoje em Portland (Oregon), onde visitou uma companhia distribuidora de energia eólica, "uma das energias alternativas que estão mudando a economia (dos EUA) para melhor", disse.

McCain centrou seu discurso na mudança climática, "um dos problemas mais preocupantes do meio ambiente", defendendo que é preciso atuar "rapidamente" sobre essa questão.

O candidato propôs "um novo sistema que marque os limites das emissões de gases do efeito estufa e permita a venda dos direitos de emissão" para combater a mudança climática, como já foi feito na Europa.

Segundo ele, se for eleito presidente dos EUA, levará ao Congresso essa proposta.

A posição defendida hoje pelo candidato republicano contrasta com a da administração do presidente George W. Bush, que rejeita a adoção de peças obrigatórias contra a poluição com dióxido de carbono.

Mesmo assim, as propostas de McCain não satisfizeram grupos ambientalistas como o Sierra Club, a maior organização de meio-ambiente do país.

Carl Pope, diretor-executivo da organização, disse hoje em comunicado que o plano do candidato está "defasado" e não dá suficiente apoio à criação de uma "economia baseada em energia limpa".

Apesar das críticas, McCain promove suas propostas ambientais como um de seus diferenciais em relação à administração de Bush.

"Não precisamos esperar mais para saber que as imagens dos satélites da Nasa mostram o desaparecimento de geleiras na Antártida, ou grandes blocos de gelo à deriva no oceano", destacou.

O candidato afirmou que nestes momentos é preciso "centrar a atenção nos perigos, mas também nas grandes oportunidades" para fazer uma nova política energética.

McCain assinalou que nos próximos anos "é possível que o abastecimento de água seja menor, que haja mais incêndios florestais, mais ondas de calor e aumente a intensidade das tempestades".

"Cada uma dessas conseqüências da mudança climática requer políticas para proteger nossos cidadãos", ressaltou.

McCain disse que farão falta medidas a curto e longo prazo para mitigar os efeitos do aquecimento global, e "o novo Governo deve estar à altura de assumir o desafio".

No âmbito empresarial, o candidato considerou que o Governo deveria abrir novos campos de investimento e dar mais incentivos para a pesquisa, além de ter mencionado a possibilidade de adotar novos impostos para empresas que poluam excessivamente. EFE elv/fb

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