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Por Tim Gaynor PORTLAND, Estados Unidos (Reuters) - O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, bateu de frente na segunda-feira com o presidente George W. Bush, ao sair em defesa de restrições compulsórias às emissões de gases do efeito estufa.

McCain prometeu que, se eleito, vai assumir uma posição de liderança no combate ao aquecimento global, empenhando-se por acordos que reduzam as emissões de carbono e ofereçam incentivos para tornar as empresas norte-americanas menos poluentes.

'Os fatos do aquecimento global exigem nossa atenção urgente, especialmente em Washington', disse McCain a uma platéia da empresa de tecnologia eólica Vestas, em Portland, onde autografou a pá de uma gigantesca turbina de vento e conversou com os técnicos.

O também republicano George W. Bush retirou os EUA do Protocolo de Kyoto logo após assumir o cargo, em 2001, alegando que as restrições contidas naquele tratado contra o aquecimento global iriam prejudicar a economia norte-americana.

O discurso de McCain mira em eleitores apartidários e em democratas de centro, cujos votos podem ser decisivos na eleição de novembro. Um dos desafios do candidato republicano é provar que seu eventual governo não será equivalente a um terceiro mandato de Bush.

'Não vou rejeitar o manto da liderança que os Estados Unidos envergam. Não permitirei que oito longos anos se passem sem uma ação séria a respeito de desafios sérios. Não aceitarei o mesmo beco-sem-saída da diplomacia fracassada que vitimou Kyoto', disse o senador.

Ele defendeu uma abordagem que leve em conta 'os interesses e obrigações de cada nação' e resulte em 'protocolos ambientais significativos', que incluam também metas de redução para grandes paises em desenvolvimento, como Índia e China.

McCain também prometeu apresentar ao Congresso um projeto que estabelece limites às emissões de carbono pelas empresas dos EUA, mas cria um mecanismo que permite a venda de créditos para emissões adicionais.

'Os que querem tecnologia de carvão limpo, mais energia eólica, solar e nuclear, biomassa e biocombustíveis terão sua oportunidade por meio de um novo mercado que recompensa essas e outras inovações na energia limpa', disse ele.

McCain diz que seu plano prevê que até 2012 as emissões de carbono voltem aos níveis de 2005, e que até 2020 estejam de volta ao patamar da década de 1990.

Seu virtual adversário democrata na eleição de novembro, Barack Obama, disse em nota que 'é mesmo de tirar o fôlego [ver] John McCain falar sobre o combate à mudança climática enquanto votou contra virtualmente cada esforço recente para realmente investir em energia limpa.'

(Reportagem adicional de Deborah Charles)

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