McCain prevê fim da guerra do Iraque até 2013 se for eleito presidente

WASHINGTON - O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, traçou hoje um panorama hipotético para os Estados Unidos em 2013, quando terminaria o que seria seu primeiro mandato presidencial, caso seja eleito no pleito de novembro.

EFE |

O senador pelo Arizona previu que, com ele à frente da Casa Branca, os EUA ganharão a guerra do Iraque até 2013, Osama bin Laden estará atrás das grades ou morto, a ameaça taleban no Afeganistão terá diminuído e a cambaleante economia americana voltará com toda a força.

"Para janeiro de 2013 (...) teremos vencido a guerra do Iraque", disse um otimista McCain.

Seu discurso em Columbus (Ohio) atraiu hoje uma grande atenção midiática e mostra como estão os preparativos para a disputa eleitoral de 4 de novembro, que segundo a maioria das apostas será entre ele e o senador por Illinois Barack Obama.

O pré-candidato democrata respondeu hoje às críticas feitas pelo presidente dos EUA, George W. Bush, que está de viagem oficial esta semana ao Oriente Médio.

O senador disse que a Casa Branca o teria acusado injustamente de ser benevolente com os ditadores, embora o governo insista que alguns comentários sobre o tema, feitos por Bush diante do Parlamento israelense, não eram dirigidos ao senador.

"Alguns parecem acreditar que deveríamos negociar com os terroristas e os radicais, como se algum argumento engenhoso fosse convencê-los de que estão equivocados", disse Bush hoje, em Israel, sem mencionar ninguém diretamente, embora Obama, a favor do diálogo com Cuba e Irã, tenha se sentido atingido.

Sua resposta, segundo os observadores, parece fazer parte de uma estratégia política que procura apresentá-lo como se já fosse o candidato presidencial democrata "de fato".

Essa percepção se reforçou após o apoio recebido, ontem à noite, do ex-aspirante presidencial democrata John Edwards, para quem Obama será capaz de unificar os EUA e comandar uma necessária "mudança" no país.

"Há um homem que sabe como fazer a mudança, que sabe que chegou o momento de criar um só EUA, não dois. E esse homem é Barack Obama", disse o ex-senador da Carolina do Norte em um ato realizado em Michigan.

Enquanto isso, Hillary Clinton se negou hoje a responder às perguntas dos jornalistas que pediram sua opinião sobre o apoio de Edwards a seu rival pela candidatura democrata.

Em vez disso, a senadora preferiu falar da fauna que existe nos arredores de sua residência na capital americana, uma construção de estilo colonial na região das embaixadas de Washington e onde, ontem, se reuniu com 50 importantes doadores de sua campanha.

Hillary falou dos guaxinins e dos cervos que rondam as imediações de sua casa. Quando um insistente repórter lhe perguntou finalmente "como o cervo vê o apoio de Edwards a Obama", a senadora respondeu: "pergunte a ele".

Mas o certo é que o pronunciamento de Edwards foi outro golpe à já maltratada campanha de Hillary.

Dos vários delegados conseguidos por Edwards nas eleições primárias, quatro confirmaram seu apoio a Obama.

O senador conseguiu hoje também o apoio do Sindicato de Trabalhadores Siderúrgicos, que conta com cerca de 600 mil membros e que simpatizou, em um primeiro momento, com Edwards.

Segundo os últimos números da rede de televisão "CNN", Obama está só a 131 delegados da candidatura.

Os dois "presidenciáveis" democratas voltarão a se ver na próxima semana, nas eleições primárias de Kentucky e Oregon.

Caso não haja surpresas, o processo das primárias terminará em 3 de junho, após o pleito de Montana, Dakota do Sul e Porto Rico.

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