McCain não tem câncer, mas doenças típicas de sua idade

Washington, 23 mai (EFE).- O senador John McCain, que já foi tratado por câncer de pele três vezes, não sofre mais com a doença, mas apenas de males típicos da idade, segundo seu histórico médico divulgado hoje.

EFE |

"O senador tem uma saúde excelente e desfruta de níveis extraordinários de energia", disse hoje, em entrevista coletiva, John Eckstein, médico da Clínica Mayo do Arizona, que trata o senador republicano pelo Arizona.

Eckstein assegurou que não existe "nenhum motivo médico" para que o candidato à Casa Branca não possa cumprir com todas as obrigações que o cargo de presidente dos Estados Unidos requer.

Os detalhes sobre a saúde do candidato presidencial republicano aparecem em um relatório de 1.173 páginas que contém informações sobre os exames médicos de McCain durante os últimos oito anos.

McCain completará 72 anos em agosto e, caso ganhe as eleições de 4 de novembro, se transformará no presidente mais velho a chegar à Casa Branca.

Por três vezes, o senador foi diagnosticado com melanoma, a forma mais agressiva de câncer de pele. Além disso, passou mais de cinco anos em um campo de prisioneiros durante a Guerra do Vietnã, onde foi torturado e tentou se suicidar.

O relatório publicado hoje procura tranqüilizar quem teme pela saúde de McCain e demonstrar que ele goza da saúde suficiente para assumir a Presidência dos Estados Unidos.

Segundo o relatório da clínica, McCain tem um coração forte, um peso saudável e uma pressão sanguínea média.

O senador realizou sua última revisão médica em 12 de maio e toma remédios para manter baixos seus níveis de colesterol, já que seus níveis são bons, mas não ótimos.

No entanto, ainda existe um risco de volta do câncer, algo que o obriga a realizar exames dermatológicos periodicamente.

Suzanne Connolly, sua dermatologista, insistiu hoje que o período de maior risco de reaparição do câncer de pele ocorreu durante os primeiros anos da doença.

Dentre as três vezes que foi operado do câncer de pele (em 1993, 2000 e 2002), a mais delicada foi a do ano 2000. Naquela vez, foi detectado um melanoma invasivo de 2,2 milímetros de profundidade.

Os médicos destacaram que, como já se passaram oito anos sem que fosse detectado o melanoma invasivo, as possibilidades de que se repita diminuíram.

Mesmo assim, recentemente foram encontradas lesões pré-cancerígenas, como em fevereiro, quando extraíram um carcinoma na pele. E em março, quando foram retirados pólipos em um exame rotineiro do cólon.

Os médicos que tratam o candidato presidencial acham que o tom de pele de McCain e as queimaduras que sofreu durante seus anos em um campo vietnamita o deixam com algo entre 5% e 8% de possibilidades de desenvolver outro melanoma.

A equipe que o trata acredita que as revisões regulares permitirão detectar qualquer novo melanoma a tempo de tratá-lo com sucesso.

O relatório médico confirma, além disso, que ele tem artrite degenerativa devido aos ferimentos de guerra, algo poderia obrigá-lo a passar pela sala de cirurgia no futuro para implantar uma prótese.

As pesquisas realizadas no começo do processo de eleições primárias em janeiro afirmavam que um grande número de eleitores considerava a idade de McCain um problema.

Mas essa preocupação parece ter diminuído. Aproximadamente 70% dos eleitores consultados em uma pesquisa conjunta da rede de televisão "ABC" e o diário "The Washington Post" realizada em abril disse que a idade do senador não seria um fator que afetasse sua decisão nas eleições presidenciais.

Eckstein lembrou hoje que McCain percorreu o Canhão do Colorado em 2006 e pratica caminhadas ao ar livre sempre que sua acirrada agenda o permite.

Além disso, McCain sempre que pode, enfatiza o exemplo de sua mãe Roberta McCain, que aos 96 anos continua sendo uma mulher de armas em punho. EFE tb/bm/plc

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