McCain não reduz vantagem de Obama e vitória fica mais distante

Teresa Bouza. Washington, 30 out (EFE).- O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, mantém ou aumenta sua vantagem em alguns dos estados que serão fundamentais nas eleições de 4 de novembro, complicando ainda mais a já difícil situação do republicano John McCain.

EFE |

Uma pesquisa conjunta divulgada hoje pela rede de televisão "CNN" e pela revista "Time" indicou que Obama tem 12 pontos de vantagem no estado da Pensilvânia, contra os nove registrados em meados de setembro.

Em Ohio, estado que assegurou em 2004 a vitória do atual presidente George W. Bush, Obama tem quatro pontos a mais, segundo a mesma pesquisa, que também coloca o democrata em primeiro lugar na Carolina do Norte - lugar tradicionalmente republicano.

Já os números da Universidade Quinnipiac, em Connecticut, divulgados hoje pelo "The Wall Street Journal" apontam Obama com nove pontos de vantagem em Ohio, menos que os 14 registrados na semana passada.

De qualquer forma, os últimos dados confirmam a tendência da maioria das pesquisas, que aponta a mudança de cor no mapa eleitoral americano, passando do vermelho dos republicanos para o azul dos democratas, faltando cinco dias para o pleito.

O sistema eleitoral americano distribui determinado número de delegados para cada estado de acordo com seu tamanho e sua população para representá-los no Colégio Eleitoral, órgão que finalmente escolhe o presidente do país.

Apenas no Nebraska e no Maine, a contagem é diferente. Quem ganha em um destes estados leva um delegado, e quem vence no geral, leva mais dois. Para ser eleito, um candidato precisa ter no mínimo 270 dos 538, ou seja, a maioria simples, no Colégio Eleitoral.

As pesquisas mostram que a maioria dos estados dos EUA estão claramente inclinados para um dos candidatos, exceto em Flórida, Carolina do Norte, Virgínia, Ohio, Indiana, Missouri, Colorado, Novo México e Nevada, onde a situação continua acirrada.

Segundo o Real Clear Politics, Obama e McCain estão empatados no Missouri, Indiana, Carolina do Norte e Flórida. Em Ohio, a disputa está apertada. Nos outros, Virgínia, Colorado, Novo México e Nevada, o democrata aparece como o favorito.

O mapa eleitoral da "CNN" mostra que a vitória de McCain passa não só por vencer na Flórida, Missouri, Indiana, Ohio e Carolina do Norte, mas também por reverter a vantagem de Obama em alguns estados, como Pensilvânia e Vírginia.

Enquanto isso, o "The Wall Street Journal" dá a Obama 259 votos do Colégio Eleitoral, o que o deixaria a apenas 11 da vitória, que ele poderia obter simplesmente com um triunfo na Virgínia, estado republicano desde o pleito presidencial de 1968 e onde os conservadores correm o risco de perder seu reinado.

Apesar desses resultados, John Dickerson, analista da revista digital "Slate", propriedade do jornal "The Washington Post", disse hoje que os assessores de McCain estão mais felizes do há um bom tempo, aparentemente, porque suas pesquisas internas mostram que a diferença diminuiu em 14 estados.

Demonstrando que ainda não está derrotado, McCain iniciou hoje uma viagem de dois dias em um ônibus por Ohio, que começou na cidade batizada com o simbólico nome de Defiance (Desafio, em tradução livre). Já Obama estará hoje na Flórida, na Virgínia e no Missouri.

Após o Governo informar que a economia americana sofreu uma contração de 0,3% no terceiro trimestre - a maior desde 2001 -, os republicanos aproveitaram e advertiram hoje que uma possível Presidência de Obama agravaria a situação financeira do país.

"O anúncio de hoje confirma o que os americanos já sabiam. A economia está se contraindo", declarou o assessor de McCain, Doug Holtz-Eakin, para quem "Barack Obama aceleraria esse perigoso caminho".

Por outro lado, Obama insistiu que os últimos dados confirmam que as políticas econômicas republicanas aprovadas por Bush e apoiadas por McCain foram um completo fracasso. EFE tb/rb/plc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG