McCain na defensiva em relação à gafe cometida por seu assessor

O candidato republicano à Casa Branca John McCain estava hoje na defensiva após a divulgação de uma declaração de um de seus mais próximos assessores afirmando que um novo atentado terrorista nos Estados Unidos beneficiaria o lado republicano.

AFP |

Apesar das desculpas do assessor, o estrategista de campanha Charlie Black, e de uma retratação do próprio John McCain, a equipe do democrata Barack Obama denunciou o fato: ilustra os objetivos eleitorais dos republicanos na medida em que apela para "uma política do medo". A polêmica lembra o uso intenso da questão da segurança nacional pelo presidente George W. Bush durante a própria campanha.

Segundo Obama, como naquela época os republicanos exploram a ameça de terrorismo com "objetivos políticos".

Um de seus porta-vozes, Bill Burton, estimou que a observação feita pelo assessor era "uma vergonha" e declarou: "é exatamente o tipo de política que deve mudar".

Richard Ben-Veniste, membro da Comissão de inquérito oficial sobre os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, declarou que Black havia denunciado "uma muito decepcionante maneira de pensar" da campanha McCain.

Citado pela equipe de Obama, Ben-Veniste, evitou sugerir que McCain demitisse Black, mas também recordou a utilização intensa da segurança nacional feita pelo presidente George W. Bush nas eleições de 2004.

"É importante que os candidatos discutam os seus pontos de vista sobre a segurança nacional dos Estados Unidos sem utilizar a política do medo, que dominou durante muito tempo e distorceu o debate", disse.

Obama insiste em que a dobradinha "McCain-Bush" torna os Estados Unidos "menos seguros" e que o Iraque tornou-se um viveiro de extremistas.

O governador do Minnesota, Tim Pawlenty, um dos favoritos apontados pela imprensa americana para se tornar vice de McCain, tentou colocar panos quentes nas declarações de Black, feitas durante uma entrevista à revista Fortune, na segunda-feira.

"Acho que Charlie tentava sem dúvida destacar o fato que John McCain é percebido como um candidato com mais legitimidade, em relação a Barack Obama, em matéria de segurança nacional e para questões internationais, mas admitiu que sua declaração foi inapropriada", declarou Pawlenty à rede Fox News.

Black, um ex-lobista de em Washington que faz parte do círculo mais próximo dos conselheiros do candidato republicano, pediu desculpas na segunda-feira por ter dito que McCain "teria grande vantagem" caso ocorresse um atentado nos Estados Unidos.

O candidato republicano afirmou ele próprio durante campanha na Califórnia (oeste): "Se ele disse isso, não conheço o contexto, mas discordo profundamente".

Obama insiste "num debate sobre terrorismo com John McCain", e denuncia a política" do presidente George W. Bush, "que, por sua vez, não conseguiu levar Bin Laden à Justiça e fez com que estejamos menos seguros".

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