McCain lança anúncio em espanhol voltado para comunidade cubana da Flórida

Washington, 11 jun (EFE).- O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, lançou no sul da Flórida um novo anúncio em espanhol para veiculação em rádios intitulado Prisioneiros de Cuba, no qual expressa sua solidariedade aos presos políticos da ilha.

EFE |

No anúncio, McCain tem a companhia de Roberto Martín Pérez, preso político em Cuba durante 28 anos e que, além de relatar sua experiência na prisão, narra aos ouvintes a "cruel realidade" em que vivem milhões de cubados que são prisioneiros na ilha.

Martín Pérez afirma que McCain sabe que o presidente de Cuba, Raúl Castro, "é, assim como seu irmão, um ditador que faz o impossível para permanecer apegado ao poder, violando os direitos fundamentais dos cubanos".

O anúncio de campanha diz ainda que Raúl suavizou algumas restrições impostas aos cubanos ao liberar o uso de telefones celulares e computadores, mas destaca que, ao mesmo tempo, ele "censura o direito à liberdade de expressão".

"Enquanto alguns apóiam o diálogo com Raúl Castro, John McCain acha que devemos apoiar os valentes homens e mulheres que lutam pela liberdade de Cuba", diz Martín Pérez, em clara referência ao candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, que se dispôs a conversar com o novo presidente cubano.

Apesar de ambos os candidatos exigirem a libertação imediata dos presos políticos, McCain é contra negociar com Raúl, uma vez que acha que a população cubana continua vivendo sob um regime tirânico.

Neste sentido, Martín Pérez lembra no anúncio que o candidato republicano, em vez de retomar as relações com Raúl Castro, exige, "primeiro, que todos os presos políticos devem ser libertados".

"Como alguém que sobreviveu a cruéis condições de vida impostas nas prisões vietnamitas, John McCain sabe que a liberdade de Cuba não será alcançada com concessões à ditadura", conclui ex-preso político.

Em agosto de 1959, o regime cubano prendeu Martín Pérez, que, nos 28 anos em que esteve preso, passou 18 deles em uma solitária.

Segundo a campanha de McCain, Martín Pérez foi torturado e recebeu seis tiros. EFE ca/sc

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