McCain homenageia veteranos de guerra hispânicos

Washington, 25 jul (EFE).- O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, homenageou hoje o sacrifício dos veteranos de guerra hispânicos e disse que, em muito poucas ocasiões, o país soube agradecê-los.

EFE |

Em discurso perante o American GI Forum, uma organização de ex-membros das Forças Armadas, em Denver (Colorado), o senador disse que muitos hispânicos arriscaram a vida pelo país sem ter os direitos e privilégios de outros soldados.

As Forças Armadas dos Estados Unidos permitem que residentes legais no país, embora não tenham se naturalizado, ingressem como voluntários.

Segundo fontes militares, a possibilidade de servir nas Forças Armadas abriu a porta para muitos hispânicos que buscam se integrar totalmente à sociedade dos Estados Unidos.

McCain, que disputará a Presidência com o democrata Barack Obama nas eleições de novembro, lembrou que, no muro de rocha preto que lembra, em Washington, os soldados que morreram no Vietnã, há muitos nomes hispânicos.

O mesmo ocorre com o contingente de mais de 150 mil soldados deslocados ao Iraque e Afeganistão, e "esses soldados fazem parte de uma comunidade à qual os Estados Unidos deveriam agradecer", disse.

Este país "se veria prejudicado se fosse privado do patriotismo, do trabalho e da decência dos milhões de americanos cujas famílias vieram de México, América Central e América do Sul", ressaltou.

O legislador, que foi prisioneiro de guerra no Vietnã, afirmou que muitos dos hispânicos "que arriscam a vida para proteger o resto" dos americanos "ainda não gozam dos plenos direitos e privilégios da cidadania no país que tanto amam".

McCain representa o estado do Arizona, no sul do país, "onde se falou espanhol antes de inglês" e onde, disse, o brio e a prosperidade "se devem em grande parte aos muitos residentes de ascendência hispânica".

O senador, que no ano passado promoveu uma reforma do sistema migratório para regularizar a situação de cerca de 12 milhões de estrangeiros ilegais, a maioria hispânicos, prometeu que os Estados Unidos reconhecerão o sacrifício dos militares hispânicos.

"Como cidadão particular ou como o presidente, jamais deixarei de cumprir nossas obrigações para com eles e suas famílias", afirmou.

EFE ojl/db

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