McCain e Obama voltam a discordar sobre economia dos EUA

Por Jeff Mason CEDARBURG, Estados Unidos (Reuters) - Os candidatos John McCain e Barack Obama voltaram a discordar a respeito da economia na sexta-feira, dia em que foi divulgada a maior taxa de desemprego em quase cinco anos nos Estados Unidos.

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Horas depois do discurso de aceitação da candidatura republicana à Casa Branca, McCain e sua companheira de chapa, Sarah Palin, fizeram campanha em Wisconsin, enquanto o democrata Barack Obama viajou para a Pensilvânia. Faltam menos de dois meses para a eleição de 4 de novembro, e a economia promete continuar sendo o principal tema da campanha, segundo as pesquisas.

Um novo relatório mostrou que 84 mil postos de trabalho foram fechados em agosto e o desemprego chegou a 6,1 por cento.

'Estamos em tempos difíceis', disse McCain a cerca de 12 mil pessoas em Cedarburg, subúrbio de Milwaukee. 'O relatório sobre o emprego de hoje nos lembra disso.'

'Todos vocês já se perguntaram se o governo não deveria ficar ao seu lado, em vez de no seu caminho, e é isso que pretendo fazer', disse o republicano, prometendo manter os impostos baixos. Em nota, ele prometeu também um programa de criação de empregos e requalificação profissional.

Nesse comunicado, ele criticou a proposta tributária de Obama -- que em geral reduz impostos, mas aumenta os encargos dos mais ricos.

'O povo norte-americano não aguentaria uma presidência Obama', afirmou.

Obama disse que a taxa de desemprego mostra a necessidade de alterar a política econômica dos últimos oito anos do governo de George W. Bush.

'Vocês deveriam achar que George Bush e seu potencial sucessor republicano John McCain passam muito tempo se preocupando com a economia, com todos esses empregos sendo perdidos sob o olhar dele', comentou Obama a operários de uma fábrica de vidros e lentes em Duryea, Pensilvânia.

'Mas se vocês vissem a convenção nacional republicana nos últimos três dias vocês saberiam que não é assim. Temos a maior taxa de desemprego em cinco anos, mas eles não disseram nada a respeito do que está acontecendo com a classe média.'

'John McCain outro dia disse que achava que a economia estava fundamentalmente sã. Bem, o que seria mais fundamental do que ter emprego? Ele simplesmente não entende. Não acho que tenha uma sensação do que as pessoas estão passando', acrescentou.

Obama disse que seu programa fiscal beneficiaria 95 por cento dos norte-americanos, acabaria com benefícios tributários a empresas que exportam postos de trabalho e tornaria os planos de saúde mais acessíveis.

(Reportagem adicional de Ellen Wulfhorst na Pensilvânia)

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