McCain e Obama trocam farpas sobre o Irã

O candidato republicano à eleição presidencial americana, John McCain, voltou a criticar nesta segunda-feira o candidato democrata Barack Obama, acusando-o de subestimar a ameaça iraniana.

AFP |

Durante um discurso em Chicago, o feudo de Obama, o senador de Arizona acusou mais uma vez seu jovem colega de não entender "a realidade básica das relações internacionais".

McCain se referia à declaração pronunciada domingo por Obama durante um comício, segundo a qual os Estados Unidos não devem ter medo de dialogar com o Irã, um "pequeno" país comparado com a China dos anos 70 ou a União Soviética dos anos 80, nações com as quais Washington dialogou apesar da Guerra Fria.

Esta declaração "mostra a amplitude da inexperiência e do julgamento imprudente de Barack Obama", considerou o candidato republicano à Casa Branca. "São lacunas muito graves para um presidente americano", acrescentou McCain durante um discurso para uma associação de proprietários de restaurantes.

"Uma cúpula sem condições com o próximo presidente americano daria uma legitimidade internacional ao presidente iraniano e o reforçaria em seu país", explicou.

"Obama afirma que a ameaça que representa o Irã para nossa sociedade é 'pequena' comparada à que representava antes a União Soviética", prosseguiu McCain.

"É claro que o Irã não é uma potência e não tem o mesmo poderio militar que a União Soviética, mas isso não quer dizer que a ameaça iraniana é insignificante. Se o Irã adquirir armas nucleares, seria um perigo muito grave", ainda destacou o candidato republicano.

Nesta segunda-feira, Obama respondeu a McCain: "Entendo a ameaça que representa o Irã", afirmou o senador de Illinois durante um comício em Montana (noroeste).

"Venho dizendo há anos que o Irã representa uma grave ameaça. No entanto, não deveríamos poder falar somente com nossos amigos, mas também com nossos inimigos. Isso se chama diplomacia. Se conseguimos sentar na mesma mesa que Mikhail Gorbatchev e Nikita Khruschev, não há motivo para que não possamos fazer o mesmo com o Irã", discursou.

Obama vem enfrentando crescentes ataques sobre o tema da política externa. O próprio presidente George W. Bush sugeriu quinta-feira durante um discurso na Knesset, o Parlamento israelense, que os democratas têm uma atitude "conciliadora" com os terroristas.

O senador de Illinois respondeu lembrando que "a política de Bush e de McCain consistindo em travar uma guerra sem fim no Iraque" só piorou a ameaça iraniana.

"Graças à política de George W. Bush, o Irã representa a maior ameaça contra os Estados Unidos, Israel e o Oriente Médio. John McCain quer dar prosseguimento a esta política", denunciou.

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