McCain e Obama se preparam para último debate com objetivos diferentes

Macarena Vidal. Hempstead (EUA), 14 out (EFE).- Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, John McCain e Barack Obama, acertam os últimos detalhes para seu debate final, amanhã, no qual o democrata procura consolidar sua vantagem e o republicano arrisca tudo para se recuperar.

EFE |

McCain, que está nas pesquisas com cerca de sete pontos percentuais a menos que seu rival democrata, lançou hoje um novo programa econômico com o objetivo de alcançar Obama na área na qual ele é mais forte.

Em discurso nos arredores da Filadélfia, na Pensilvânia, o candidato republicano apresentou um plano no valor de US$ 52,5 bilhões que promete eliminar os impostos aos subsídios por desemprego e diminuir o valor com o qual atualmente são taxados os acréscimos.

O plano anunciado hoje pelo presidente dos EUA, George W. Bush, de empregar US$ 250 bilhões na compra de ações dos principais bancos do país para fornecer uma injeção de liquidez no sistema financeiro deve ter, na opinião do candidato, uma vigência reduzida que se prolongará apenas até que estas instituições tenham recuperado a saúde econômica.

"Quando isto for alcançado, o Governo se desfará de seus interesses nestas empresas particulares, tiraremos o Governo das ações de resgate do sistema financeiro e o devolveremos às tarefas de uma regulação responsável", declarou o candidato republicano.

Seu rival democrata já apresentou um plano econômico na última segunda no qual propõe não apenas suspender os impostos aos subsídios por desemprego, mas também ampliar estas prestações.

Obama também pediu uma moratória de 90 dias para a execução de hipotecas em alguns bancos e isenções fiscais para as empresas que criam emprego.

As pesquisas indicam que a maior parte dos cidadãos considera Obama o candidato mais qualificado para assumir os problemas econômicos do país, um aspecto que lhe deu vantagem nas intenções de voto, pelo menos por enquanto.

O republicano prometeu aproveitar o debate de amanhã, que deve ter uma audiência superior a 60 milhões de pessoas, para começar a se recuperar.

Ou, segundo declarou ele mesmo, para "chutar - seu oponente - onde os senhores já sabem".

A tarefa se apresenta para ele ao menos complicada. Nos dois primeiros debates os eleitores consideraram Obama o vencedor.

Além disso, nesta ocasião, os temas do debate não lhe favorecem, pelo menos a priori. As perguntas se concentrarão em torno da economia e da política interna, assuntos nos quais as pesquisas dão a vantagem para o candidato democrata.

O debate, na Universidade de Hofstra, em Hempstead (Nova York), deve começar às 22h (horário de Brasília) da próxima quarta e se prolongará durante uma hora e meia, sendo moderado pelo jornalista Bob Schieffer, da emissora CBS.

Os dois candidatos se sentarão em uma mesa e responderão às perguntas do moderador, ao contrário do debate realizado há uma semana em Nashville, no qual as perguntas partiram do público.

O formato daquele debate, descrito na imprensa americana como maçante, foi muito criticado.

As normas estabelecidas pelos dois comitês de campanha não permitiam praticamente as réplicas e na maioria dos casos os dois candidatos presidenciais se limitaram a responder com trechos de seus discursos de campanha.

Para evitar isto, Schieffer prometeu que não se refreará no momento de pedir aos dois oponentes esclarecimentos sobre as respostas que tiverem dado, que não fujam do assunto e que respondam o que está sendo perguntado.

Para ambos, as recompensas estão claras. Caso Obama volte a ser considerado o vencedor do debate as possibilidades de que McCain se recupere nas pesquisas diminuem muito, faltando algum tipo de acontecimento imprevisto, e o democrata teria, talvez, o caminho para a Casa Branca garantido.

Caso McCain consiga explicar com clareza e convencer a audiência sobre seu plano econômico é possível que represente o início de uma recuperação. EFE mv/fal

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