Em paralelo à campanha eleitoral, os dois candidatos à Casa Branca preparam sua futura equipe de governo, o que expôs a disputas por certas personalidades, que poderão integrar a nova administração americana.

O republicano John McCain e o democrata Barack Obama têm-se mantido discretos sobre a composição de seu eventual gabinete, mas alguns nomes já são esperados, considerando-se que muitos assessores de campanha costumam permanecer na equipe.

Em plena crise financeira, o nome do próximo secretário do Tesouro é esperado com impaciência. Os dois candidatos anteciparam seu desejo de que o multimilionário investidor Warren Buffett ocupe esse cargo vital. Aos 78 anos, porém, é muito difícil que ele aceite a dura tarefa.

O candidato democrata reuniu um grupo de assessores econômicos, entre eles os ex-secretários do Tesouro de Bill Clinton, Robert Rubin e Lawrence Summers. O nome desse último é uma das apostas, embora também esteja na lista o ex-presidente do Federal Reserve do estado de Nova York Tim Geithner.

Do lado republicano, McCain lançou o nome da ex-presidente do eBay Meg Whitman, mas a ex-responsável pelo site de leilões já declarou sua intenção de concorrer ao governo da Califórnia.

O candidato republicano conta com o apoio de vários ex-presidentes de empresas, como Hewlett-Packard, Cisco e Microsoft. McCain cogitou levar Michael Bloomberg para o governo, mas o prefeito de Nova York parece estar bastante ocupado com a possibilidade de um terceiro mandato.

Para substituir Henry Paulson em uma administração republicana, circula o nome de Robert Zoellick, atual presidente do Banco Mundial (Bird). Entre suas opções, os assessores de McCain também têm Mitt Romney, ex-adversário do senador pelo Arizona nas primárias do partido.

No Departamento da Defesa, Obama poderá contar com um republicano: Colin Powell, ex-secretário de Estado de Bush, que deu seu apoio ao senador por Illinois.

Alguns conselheiros de Obama sugerem deixar Robert Gates na secretaria, mas o próprio já anunciou que não pretende permanecer no cargo após 20 de janeiro, quando o próximo presidente assume suas funções.

Três senadores poderiam dirigir, eventualmente, um Pentágono democrata: os republicanos Chuck Hagel e Richard Lugar, ou o democrata Jack Reed.

Do lado republicano, também existe a idéia de manter Gates, embora os nomes do senador Joe Lieberman, um ex-democrata, e de John Leman, ex-funcionário de Ronald Reagan, também tenham sido sondados.

A imprensa americana também aponta Richard Armitage, ex-secretário de Estado adjunto, e o general David Petraeus, ex-comandante da coalizão liderada pelos EUA no Iraque.

Entre as opções para o Departamento de Estado em uma administração democrata, aparecem o ex-candidato à Casa Branca John Kerry, o governador do Novo México, Bill Richardson, ou ainda o ex-embaixador na ONU Richard Holbrooke.

No campo republicano, Lieberman e Zoellick também estão no páreo.

Para o Departamento de Justiça, os democratas poderão nomear Eric Holder, secretário de Justiça adjunto no governo Clinton, enquanto que os republicanos podem optar por Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, considerado um herói após os ataques do 11 de Setembro.

Para Segurança Nacional, Barack Obama poderá reter sua atual conselheira nesse tema, Susan Rice, que não tem qualquer parentesco com a atual secretária de Estado, Condoleezza Rice.

Al Gore, ex-vice-presidente democrata e combativo ativista na luta contra o aquecimento global, é apresentado como um forte nome para o posto de secretário de Energia de Obama.

aje/tt

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