McCain e Obama levam tema da imigração para a disputa eleitoral

Washington, 12 set (EFE) - As campanhas do republicano John McCain e do democrata Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos levaram hoje a disputa ao terreno da imigração, com um olho voltado ao voto hispânico. McCain abriu o fogo com um anúncio no qual acusou Obama e seus aliados no Congresso - com imagens dos senadores Harry Reid, Patrick Leahy e do próprio Obama- de serem responsáveis pelo fracasso da reforma migratória. Na verdade, o projeto afundou pela rejeição majoritária dos republicanos e de alguns democratas, como reflete o registro de votos do Legislativo. Obama, Reid e Leahy, como o próprio McCain, votaram a favor da proposta legislativa em 2007. A campanha do candidato democrata à Presidência respondeu ao anúncio do adversário em comunicado no qual o senador Robert Menéndez disse que McCain perdeu sua credibilidade em imigração. Não pode atacar os democratas sobre imigração em espanhol, enquanto tenta agradar à ala da extrema direita de (Tom) Tancredo no Partido Republicano em inglês, afirmou Menéndez, em referência ao congressista do Colorado, conhecido por sua posição de mão dura em imigração. Frank Sharry, diretor de Americas Voice, uma organização que promove a regularização dos 12 milhões de imigrantes ilegais, disse que o anúncio é audaz por suas tergiversações e acusou McCain de fazer política suja. Nele, um narrador diz em espanhol que os esforços de Obama e de seus colegas no Congresso foram como cápsul...

EFE |

"Opomo-nos à anistia", diz o documento, que esclarece que rejeita qualquer "legalização em massa".

Obama, por sua vez, está em linha com as posições de seu partido, que promove um pacote de reforma completo, com mais vigilância na fronteira ao mesmo tempo que abre um caminho para a legalização dos trabalhadores clandestinos.

Poucas horas após divulgar o primeiro anúncio, a campanha de McCain lançou outro que será emitido hoje durante a transmissão pela cadeia "ABC" dos Prêmios Alma, que celebram as conquistas artísticas dos hispânicos no cinema, na televisão e na música.

O segundo abandona a linha de ataque a Obama e, em um tom positivo, o próprio McCain promete que, se for eleito presidente, promoverá uma legislação "prática e justa" em imigração, embora não dê detalhes sobre o que pretende fazer.

Nele, McCain afirma que freqüentemente os imigrantes são recebidos com medo, em vez de serem tratados como "símbolos de esperança", e promete que "o problema da imigração será uma prioridade" de seu Governo se vencer nas eleições de novembro.

Obama disse o mesmo. EFE cma/db

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