McCain e Obama divergem sobre estratégia para o Iraque

CHICAGO (Reuters) - Candidatos à Casa Branca, John McCain e Barack Obama divergiram na segunda-feira sobre o papel dos Estados Unidos no Iraque. Enquanto o republicano questionou a capacidade de julgamento do rival, o democrata defendeu nova estratégia para ampliar a presença militar no Afeganistão. A campanha de Obama anunciou que ele fará um discurso sobre o Iraque na terça-feira, e na próxima semana deve visitar o Iraque e o Afeganistão.

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Em artigo publicado pelo jornal The New York Times, Obama reiterou sua tese de que os EUA deveriam ter um cronograma para retirar as tropas do Iraque dentro de 16 meses.

'Acabar com a guerra [no Iraque] é essencial para atingir nossos objetivos estratégicos mais amplos, a começar por Afeganistão e Paquistão, onde o Taliban está ressurgente e a Al Qaeda tem um porto seguro', escreveu.

Obama propôs enviar mais duas brigadas de combate ao Afeganistão, o que representaria um salto do atual contingente de 36 mil soldados para cerca de 45 mil.

'O Iraque não é a frente central da guerra contra o terrorismo, e nunca foi. Eu não manteria nossos militares, nossos recursos e nossa política externa reféns de um desejo equivocado de manter bases permanentes no Iraque', disse.

'OBAMA ERROU'

McCain, que sempre defendeu a guerra do Iraque, disse que no Arizona, seu Estado natal, que 'o senador Obama errou quando disse que [a guerra do Iraque] não daria certo, errou quando disse que havíamos perdido a guerra, e está errado hoje quando diz que o Iraque não é o campo de batalha central. O importante é que o senador Obama se recusa a admitir que errou'.

Obama anunciou a visita ao Iraque (onde já esteve uma vez) e ao Afeganistão depois de McCain dizer que seu adversário deveria visitar a região e conversar com os comandantes.

McCain diz que também cogitaria ampliar o contingente no Afeganistão.

Já Obama elogiou o governo iraquiano por sugerir a adoção de um cronograma de desocupação e criticou McCain por rejeitar a idéia.

'[A de McCain] não é uma estratégia para o sucesso --é uma estratégia para permanecer que vai contra o desejo do povo iraquiano, do povo norte-americano e os interesses de segurança dos Estados Unidos. Por isso, no meu primeiro dia no cargo, eu daria uma nova missão aos militares: acabar com esta guerra.'

Por razões de segurança, a data da visita de Obama ao Iraque e ao Afeganistão não foi divulgada. Ele irá acompanhado pelos senadores Jack Reed (democrata) e Chuck Hagel (republicano). Ambos esses políticos têm histórico militar e sempre foram contra a guerra do Iraque.

(Reportagem adicional de Steve Holland)

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