McCain e Obama discutem sobre moral, religião e aborto nos EUA

Os dois principais candidatos à Casa Branca, Barack Obama e John McCain, se encontraram pela primeira vez desde o início da campanha eleitoral nos Estados Unidos, durante um fórum para analisar suas credenciais religiosas.

AFP |

O democrata Obama e o republicano McCain trocaram um aperto de mãos e um breve abraço antes do começo do debate, que durou duas horas, mediado pelo pastor evangélico Rick Warren, da igreja Saddleback.

Warren fez perguntas separadamente a cada candidato por uma hora, abordando assuntos eleitorais. Ambos foram aplaudidos pelas 2.000 pessoas que acompanhavam a sabatina, realizada no auditório da Saddleback.

Embora tenha sido apresentado como um fórum sobre fé, a sessão de perguntas e respostas foi dominada pelos habituais temas de campanha, como a guerra no Iraque, a segurança nacional, a crise energética e as políticas financeiras.

Questionado por Warren sobre os maiore fracassos morais de sua vida, Obama disse ter sido culpado de "egoísmo" algumas vezes, e citou também o consumo experimental de drogas no passado.

"Tive uma juventude difícil", afirmou Obama. "Houve momentos em que experimentei drogas".

McCain, por sua vez, falou de seu primeiro casamento, que terminou em separação. "Meu maior fracasso moral, e eu fui uma pessoa muito imperfeita, foi o fracasso do meu primeiro matrimônio", contou.

"O fracasso moral dos Estados Unidos foi que, através de nossa existência, talvez não tenhamos nos dedicado a causas maiores que nosso próprio interesse", disse o republicano em seguida.

Os dois falaram também sobre o casamento homossexual e o aborto.

O moderador perguntou a Obama quando ele acreditava que um bebê começava a ter direitos humanos.

"Acho que, enxergando tanto por uma perspectiva teológica quanto por uma perspectiva científica, responder a esta pergunta específica está além de meu alcance", declarou o candidato democrata.

McCain, que é contra o aborto, respondeu à mesma pergunta de modo direto: "A partir do momento da concepção".

"Serei um presidente pró-vida, e esta presidência terá políticas pró-vida", concluiu.

str-rcw/ap

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