McCain diz que todos os americanos apóiam Geórgia em sua luta

Washington, 12 ago (EFE).- O senador John McCain, candidato republicano à Casa Branca, disse hoje que todos os americanos se sentem georgianos perante o ataque russo contra este país, mensagem que transmitiu nesta terça ao presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili.

EFE |

"Disse a ele (Saakashvili) que falava em nome de todos os americanos quando comentei com ele, hoje, que somos todos georgianos", afirmou o candidato presidencial republicano durante um ato eleitoral na Pensilvânia.

O senador pelo Arizona declarou que Moscou está usando a violência contra a Geórgia "para enviar um sinal a qualquer país que escolha se associar ao Ocidente e desejar seus valores compartilhados".

Acrescentou que é necessário deixar claro aos líderes russos que "as vantagens que desfrutam por serem parte do mundo civilizado exigem seu respeito pelos valores e a estabilidade do mundo".

O candidato à Casa Branca disse em várias ocasiões que veria com bons olhos a expulsão da Rússia do G8 (os sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia).

Já o candidato presidencial democrata Barack Obama, que passa suas férias no Havaí, emitiu um comunicado no qual disse que chegou o momento de parar de falar e passar a atuar.

Obama declarou que o Governo russo deve assinar e implementar imediatamente um cessar-fogo que já foi aceito pela Geórgia.

"A Rússia deve deter sua violação do espaço aéreo da Geórgia e retirar suas tropas terrestres com observadores internacionais verificando se estas obrigações estão sendo cumpridas", declarou o senador por Illinois em seu comunicado.

A atual crise ganhou força no final da semana passada quando as tropas da Geórgia buscaram restabelecer seu controle na Ossétia do Sul com ataques à capital regional de Tskhinvali.

A Rússia respondeu de forma arrasadora, com o envio de tropas e ataques aéreos para apoiar os separatistas, em sua maioria civis.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, decretou hoje o fim das operações militares e disse na televisão nacional russa que o Exército de seu país tinha infligido punição suficiente à Geórgia.

Medvedev firmou acordo com seu colega francês, Nicolas Sarkozy, que consiste em um plano que prevê o retorno das tropas russas e georgianas às suas posições anteriores à crise.

O conflito armado, que já perdura cinco dias, causou centenas de mortes, o deslocamento interno de milhares de pessoas e deixou em ruínas várias cidades na Geórgia. EFE tb/bm/fal

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