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McCain diz que todo o futuro da economia dos EUA está em jogo

Nova York, 25 set (EFE).- O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, afirmou hoje, em Nova York, que todo o futuro da economia do país está agora em jogo, e que o único debate que atualmente importa é o do Capitólio.

EFE |

"Sabemos que esta crise tem sérias implicações e conseqüências para nosso país e para os outros", admitiu o candidato republicano, que ressaltou que decidiu suspender sua campanha eleitoral diante da gravidade da situação.

McCain deu essas declarações durante participação no debate sobre a energia organizado pelo ex-presidente americano Bill Clinton, como parte das reuniões da iniciativa global que ocorre todos os anos em paralelo à Assembléia Geral da ONU.

Clinton, que na abertura do ato disse que, neste momento, "o sistema financeiro nos EUA está sob assalto", comunicou a presença em seu debate dos dois candidatos, McCain e seu rival democrata, Barack Obama.

O candidato democrata participará do debate via satélite, porque as atividades de sua campanha o impedem de estar em Nova York.

"Todo o futuro da economia americana está em perigo. Não posso seguir adiante com a campanha nesta perigosa situação", afirmou McCain, que insistiu em que, "nesta situação, para os EUA e para o mundo, o único debate que importa agora é o que acontece no Capitólio".

Acrescentou que assistirá a esse debate, assim como Obama, no qual os congressistas americanos decidirão sobre a aprovação do plano de resgate financeiro de US$ 700 bilhões proposto pelo presidente americano, George W. Bush.

O candidato republicano considerou que esse é um "número sem precedentes" e que com ele, por exemplo, seria possível reconstruir "as infra-estruturas de cada cidade, condado e estado deste país".

Mostrou também certa confiança em que a Casa Branca e o Congresso possam chegar a um acordo sobre esse multimilionário plano de resgate, ao afirmar que, diante da gravidade da situação, "não fazer nada não é uma opção".

"Não acho que o plano, como está sobre a mesa agora, deva ser aprovado, mas nos resta muito pouco tempo", disse McCain, ao precisar que irá a Washington com alguns detalhes sobre o resgate planejado pela Administração Bush.

Entre elas, citou que a lei deve incluir um comitê bipartidário encarregado da vigilância do plano, que tem que haver uma maneira para os contribuintes recuperarem o dinheiro da iniciativa e uma completa transparência.

Segundo McCain, as empresas não devem ser as beneficiadas com o resgate e pediu que "os executivos de Wall Street não tirem benefícios do dinheiro dos contribuintes".

Afirmou que fará o que estiver em suas mãos para "evitar que o dinheiro dos professores, dos agricultores, dos pequenos empresários vá a parar nos bolsos das pessoas de Wall Street" que colocou o país "nesta situação". EFE emm/an

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