McCain disse a Kadafi que receber terrorista de Lockerbie seria um erro

Washington, 23 ago (EFE).- O senador republicano e ex-candidato à Presidência americana John McCain disse hoje que, durante sua recente visita à Líbia, alertou o presidente do país africano, Muammar Kadafi, que receber o único terrorista terrorista condenado pelo atentado de Lockerbie seria um grave erro.

EFE |

O Executivo escocês libertou nesta semana "por motivos humanitários" o líbio Abdelbaset Ali Mohammed Al Megrahi, único condenado pelo atentado de Lockerbie, na Escócia, no qual morreram 270 pessoas. Ele sofre de um câncer terminal.

Megrahi foi recebido como um herói ao chegar a Trípoli. O terrorista cumpriu apenas oito anos de sua condenação à prisão perpétua pelo ataque de 1988 contra um avião da Pan Am que sobrevoava a cidade escocesa de Lockerbie.

McCain visitou a Líbia no início deste mês para falar sobre cooperação militar em meio às negociações para a soltura de Megrahi.

Em declarações à rede de televisão "ABC", o ex-candidato à Presidência dos EUA descreveu hoje o regime do coronel Kadafi como "ditatorial, totalitário e muito cruel".

Mesmo assim, McCain demonstrou satisfação com o fato de o coronel líbio ter reconsiderado sua postura sobre armas de destruição em massa.

A libertação de Megrahi provocou ontem duras crítica do diretor do FBI (Polícia federal americana), Robert Mueller.

"Estou indignado com sua decisão", disse Mueller em carta dirigida ao ministro da Justiça escocês, Kenny MacAskill, e divulgada neste sábado pelo FBI.

Para o diretor da Polícia federal americano, a libertação "é tão inexplicável quanto prejudicial para a causa da justiça". EFE tb/bba

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