Por Jeff Mason DALLAS (Reuters) - O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, disse na sexta-feira que vai recusar as verbas públicas para sua campanha caso seu rival democrata Barack Obama faça o mesmo.

McCain está bem atrás dos democratas Obama e Hillary Clinton em termos de arrecadações eleitorais, apesar de já estar virtualmente confirmado como candidato do seu partido na eleição de novembro.

Obama, o favorito democrata, prometeu no ano passado aceitar as verbas públicas, o que acarreta um limite de 85 milhões de dólares nos gastos para a eleição geral, caso ele fosse o indicado do partido e seu adversário fizesse o mesmo.

Mas, arrecadando cifras como 55 milhões de dólares em fevereiro e 40 milhões em março, Obama parece estar repensando a promessa.

'O fato é que ele está dizendo uma coisa e fazendo outra.

Isso é indiscutível', afirmou McCain a jornalistas em Dallas.

'Ele está sempre falando em seus discursos sobre como precisamos manter a palavra dada ao povo norte-americano. Por favor, mantenha sua palavra para o povo norte-americano a respeito do compromisso que você fez por escrito.'

McCain disse que ainda vai decidir seus próximos passos.

'Se o senador Obama for o indicado e decidir não receber o financiamento público, então obviamente temos de avaliar nossas opções a respeito. É possível que ainda assim eu receba [financiamento público], e é possível que não.'

Até agora, Obama arrecadou 233 milhões de dólares, Hillary conseguiu 189 milhões, e McCain recebeu 80 milhões. Com mais de 1 milhão de doadores e uma azeitada campanha de arrecadações pela Internet, Obama pode esperar uma vantagem financeira significativa sobre McCain na eleição, caso seja o indicado do Partido Democrata.

O republicano arrecadou mais de 15 milhões de dólares em março, mas bem aquém dos 20 milhões de Hillary e dos 40 milhões de Obama.

Na sexta-feira, o senador democrata disse que irá discutir a questão com McCain caso seja o indicado.

'Eu gostaria de ver o sistema preservado e pretendo, se for o indicado, ter conversas com o senador McCain sobre como avançarmos de modo a não permitir que terceiros sobrecarreguem o sistema', afirmou.

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