McCain dependerá de Partido Republicano para financiar campanha presidencial

Washington, 19 mai (EFE).- O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, afligido pela renúncia de um dos principais responsáveis financeiros de sua campanha, dependerá até um grau sem precedentes do partido para financiar sua corrida presidencial.

EFE |

Assim afirma hoje o jornal americano "The New York Times", que cita funcionários do partido que não quiseram se identificar e destaca que o senador pelo Arizona não conseguiu alcançar os níveis de arrecadação de seus rivais democratas: os também senadores Barack Obama e Hillary Clinton.

O jornal diz que o partido tem níveis mais altos de contribuições e que, em abril, contava com o "impressionante" montante de US$ 40 milhões para a campanha presidencial.

O "NY Times" também destaca que, apesar de McCain continuar se distanciando do presidente americano, George W. Bush, cuja popularidade está em níveis mínimos, os funcionários republicanos deixaram claro que planejam utilizar a capacidade de Bush para arrecadar fundos, e ajudar o senador.

Este ano, o presidente arrecadou mais de US$ 36 milhões em três eventos a favor de McCain.

Bush e McCain devem aparecer juntos em um ato de arrecadação de recursos financeiros em Phoenix (Arizona) no dia 27.

Ainda de acordo com a publicação americana, é possível que a atual corrida de arrecadação de recursos se torne a campanha eleitoral mais cara da história, na qual serão postas à prova as promessas de McCain e Obama - que deve ser o candidato democrata - para diminuir a influência do dinheiro na política.

De fato, o co-presidente da campanha de arrecadação de fundos de McCain, Tom Loeffler, se viu forçado a renunciar neste final de semana ao se transformar na quinta vítima de uma política instituída na semana passada que obriga todos os membros da campanha a cortarem os vínculos com grupos de interesse, ou renunciar.

A saída de Loeffler coincidiu com a publicação de um artigo na revista "Newsweek" que revelava os vínculos da companhia de lobby do assessor de McCain com a Arábia Saudita e outros Governos estrangeiros.

Vários grupos de supervisão governamental e funcionários democratas declararam à imprensa que a nova política de campanha de McCain não é suficientemente taxativa e deve demitir os empregados que atuaram como lobistas em algum momento.

Esses grupos estão de olho em duas pessoas-chave na campanha do senador, Charles Black, o principal assessor político de McCain; e Rick Davis, assessor de sua campanha.

Os dois fizeram parte de importantes grupos de pressão, mas deixaram esses postos para integrarem a campanha de McCain. EFE tb/wr/fb

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