O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, reafirmou nesta segunda-feira seu compromisso com a reforma migratória, durante um encontro com líderes hispânicos em uma convenção em San Diego, Califórnia.

No início de seu discurso para as mais de 500 pessoas reunidas na 40ª conferência anual do Conselho Nacional da Raça, McCain foi vaiado por algumas pessoas e comentou: "Estas coisas acontecem".

O candidato republicano respondeu a várias perguntas sobre leis migratórias, famílias separadas e filhos americanos de imigrantes ilegais, entre outras. Também explicou seu apoio à reforma migratória que abriria a possibilidade de legalizar a situação de 12 milhões de imigrantes ilegais.

"Os Estados Unidos têm que garantir sua fronteira, mas podemos enfrentar este tema de maneira humanitária", disse McCain.

Diante da hostilidade de certas perguntas, os organizadores do encontro tentaram reduzir o tempo do debate, mas McCain optou por enfrentar o público e lembrou os mais de 400 mil empregos perdidos desde dezembro passado nos Estados Unidos, o aumento dos preços dos combustíveis e a importância do Nafta e do tratado de livre comércio com a Colômbia.

"Recentemente viajei à Colômbia e ao México porque são nações de importância vital para a prosperidade e a segurança dos Estados Unidos, para o aumento do nosso comércio, investimentos e laços diplomáticos com outros países" do continente.

"Como vocês sabem, eu e outros colegas tentamos, por duas vezes, aprovar uma legislação integral para garantir nossas fronteiras, assegurar o respeito às leis americanas e reconhecer a importância da contribuição econômica dos trabalhadores imigrantes".

"Não quero um novo fracasso de uma reforma migratória integral. Temos que demonstrar que há recursos para garantir nossas fronteiras e usá-los, respeitando ao mesmo tempo a dignidade e os direitos dos cidadãos e residentes legais dos Estados Unidos".

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