McCain defende ratificação de TLC com a Colômbia, diz sua assessora

Washington, 3 abr (EFE).- A assessora econômica do candidato republicano à Casa Branca John McCain, Carly Fiorina, defendeu nesta quinta-feira a ratificação do Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia, afirmando que os aliados dos Estados Unidos devem ser recompensados com o acesso aos mercados do país.

EFE |

"McCain acredita que a Colômbia demonstrou que é um aliado muito importante dos EUA (...) e os aliados necessitam ser recompensados com acesso a nossos mercados", disse em entrevista à Agência Efe, Carly Fiorina, que foi ex-presidente da empresa de informática Hewlett-Packard (HP).

As declarações de Fiorina chegam um dia depois que o pré-candidato democrata Barack Obama assegurou em um comício na Filadélfia que manterá sua oposição ao TLC com a Colômbia.

"A violência contra os sindicatos na Colômbia ridicularizaria as mesmas proteções trabalhistas que insistimos para que sejam incluídas nesses tipos de acordos", disse Obama.

Seus comentários provocaram a reação imediata do presidente colombiano, Álvaro Uribe, que lamentou ontem que o senador por Illinois não reconheça os esforços da Colômbia.

"Eu lhe pediria (a Obama), em nome de todos os colombianos, que se inteire dos esforços que estão sendo realizados na Colômbia, dos progressos ocorridos na Colômbia, apesar de tudo o que ainda falta.

Que se inteire devidamente antes de fazer estes pronunciamentos que causam tanto dano", afirmou Uribe.

A Colômbia e os EUA negociaram o TLC entre maio de 2004 e fevereiro de 2006 e o assinaram em novembro deste último ano.

O convênio comercial precisa ser ratificado pelo Congresso dos EUA, onde a maioria democrata condicionou seu aval a uma melhora na situação da Colômbia em matéria de direitos humanos e garantias sindicais.

Fiorina reconheceu hoje que ainda há muito trabalho a ser feito por parte de Bogotá, mas afirmou que será mais difícil que o país avance "se fizermos com que seja mais difícil alcançar um acordo comercial que crie oportunidades econômicas".

A conselheira também afirmou que se McCain se tornar presidente dos EUA, tratará de equilibrar as vantagens do livre-comércio com suas desvantagens, através de um plano de formação laboral para os trabalhadores que se viram afetados pelo deslocamento de postos de trabalho a países com mão-de-obra barata. EFE tb/mac/fb

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