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McCain defende muro na fronteira com México

México - O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, defendeu hoje a construção de um muro e de barreiras virtuais na fronteira com o México para reforçar a segurança, mas também disse ser favorável à adoção em de um programa de trabalho temporário com a América Latina no seu país.

EFE |

 

 

Durante sua estadia no México, após se reunir com o presidente Felipe Calderón, ele visitou o Centro de Comando da Polícia Federal Preventiva (PFP) onde reafirmou o apoio de Washington à luta contra o narcotráfico nesta nação latino-americana.

O candidato republicano reconheceu, em entrevista coletiva, que os EUA devem fazer mais para controlar o tráfico de armas em direção ao território mexicano.

Além disso, propôs que seu país inicie um programa de trabalho temporário com a América Latina.

"A curto prazo, os EUA, o México e outros países do hemisfério necessitam de um programa de trabalho temporário, mas que seja verificável com documentos biométricos provados com cuidado, e que não possam ser falsificados", explicou McCain.

O senador pelo Arizona, que estava acompanhado de sua esposa, Cindy, e dos senadores republicanos por Connecticut e Carolina do Sul, Joe Lieberman e Lindsey Graham, respectivamente, declarou que esse programa "deve ser parte de uma reforma migratória integral".

"Ou, caso contrário, continuaremos tendo um fluxo de migração contínuo de gente vindo para os EUA ilegalmente", acrescentou.

Segundo o senador por Arizona, seu país conta com a capacidade tecnológica para que esses documentos biométricos com os quais se identificariam os trabalhadores temporários, "estejam associados a um sistema eletrônico de verificação de emprego".

"Quando se sabe que as pessoas que chegam ilegalmente não obterão um trabalho nos Estados Unidos, isso cortará o ímã que atrai as pessoas ao país e reduzirá dramaticamente o peso da imigração ilegal em todos os países do hemisfério", manifestou.

McCain assegurou, enfatizando o que já vinha afirmando ao longo da campanha, que primeiro é necessário reforçar a segurança na fronteira com o México, antes de discutir uma reforma que atenda a imigração de latino-americanos aos EUA, onde se calcula vivem 12 milhões de imigrantes ilegais, a metade deles mexicanos.

"Devemos assegurar nossa fronteiras e depois atenderemos o problema da reforma migratória integral (...) nossos cidadãos querem que as fronteiras estejam seguras primeiro", afirmou.

Sobre isso, o senador considerou que os EUA e o México devem aumentar a segurança na linha fronteiriça, o que, em sua opinião, "requereria alguns muros, barreiras virtuais e equipamentos de alta tecnologia".

Por outro lado, o político republicano celebrou a aprovação da Iniciativa Mérida, um plano de apoio americano contra o narcotráfico no México, que permitirá ao país desfrutar de aproximadamente US$ 400 milhões para comprar equipamentos e capacitar agentes durante seu primeiro ano em vigor.

A Iniciativa "pode ser mais importante que nenhum outro acordo que tenhamos assinado (México e EUA)", defendeu McCain.

Esse programa permitirá que "pela primeira vez vejamos cooperação significativa e esforços entre nossos dois países para frear o fluxo de drogas e romper as estruturas dos cartéis da droga", asseverou.

No entanto, reconheceu que seu país deve fazer mais para evitar que centenas de milhares de armas passem dos EUA ao México todo ano.

"Necessitamos fazer um melhor trabalho para prevenir que certos indivíduos utilizem a identificação de outras pessoas e comprem estas armas, e através de revisões de antecedentes e outros mecanismos poderemos endurecer consideravelmente as leis e reduzir ou eliminar este problema", detalhou.

McCain, que concluiu uma visita de um dia à capital mexicana, se reuniu também com associações de empresários dos EUA e México, e visitou a Basílica de Guadalupe, onde foi insultado por alguns cidadãos. EFE jd/bm/plc

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