Washington, 19 jul (EFE) - O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, criticou hoje o adversário democrata, Barack Obama, por anunciar a estratégia para o Iraque e o Afeganistão antes de viajar para os países para conhecer a situação no terreno. Em discurso transmitido por rádio, o senador pelo Arizona se referiu, assim, à viagem iniciada hoje por Obama pelo Oriente Médio e Europa com a primeira parada no Afeganistão, onde deve se reunir com o presidente afegão, Hamid Karzai, e com os generais e as tropas americanas destacadas nesse país. Aparentemente, confia suficientemente em que não encontrará fatos que poderiam fazer com que mudasse de opinião ou alterasse sua estratégia. Surpreendente, disse McCain.

Em 15 de julho, o senador por Illinois reiterou sua intenção de retirar as tropas americanas do Iraque em um prazo de 16 meses se vencer as eleições, e insistiu em que após conseguir esse objetivo, se concentrará em lutar contra a organização terrorista Al Qaeda e a insurgência talibã no Afeganistão.

A segunda escala de Obama deve ser o Iraque. Depois, ele se deslocará aos outros países que deve visitar: Israel, Jordânia, França, Alemanha e Reino Unido.

De acordo com McCain, o fato de Obama ter revelado sua estratégia militar para esses dois países antes de pisar nos mesmos é um "erro similar ao que cometeu quando declarou que o aumento de tropas no Iraque não reduziria a violência sectária e poderia aumentar a violência".

"Ele estava tão seguro de que o aumento de tropas seria um fracasso que propôs que as forças voltem o mais rápido possível para casa", ressaltou o candidato presidencial republicano.

Depois, segundo McCain, a campanha de Obama apagou "rapidamente" do site as declarações do senador por Illinois, "em uma tentativa de que ninguém notasse; mas todos lembramos que disse que o aumento de tropas fracassaria e hoje sabemos que não teve razão", disse.

O candidato republicano disse que, apesar de a situação no Iraque ter "melhorado muito", a guerra no Afeganistão experimentou um "giro negativo que deve ser revertido rapidamente".

Precisamente, disse, "foi o aumento de tropas no Iraque que nos mostrou o caminho para a vitória sobre os talibãs".

A estratégia de McCain no Afeganistão é fornecer aos generais destacados no país "as tropas das quais necessitam", que seriam pelo menos três brigadas adicionais.

O aumento de tropas seria feito, em parte, com mais soldados das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e dos Estados Unidos.

No entanto, McCain entende que esta estratégia não é suficiente para enfrentar os graves problemas no Afeganistão.

"Precisamos no Afeganistão exatamente do que o general David Petraeus fez no Iraque: De uma campanha civil-militar em nível nacional que se centre em fornecer segurança à população ali".

O candidato republicano pretende dobrar o número de tropas afegãs, até 160 mil unidades, de modo que o Afeganistão possa proporcionar segurança a seus cidadãos por si só.

Perante a forte resistência talibã, McCain propõe que as tropas americanas façam mais incursões no sul do país, onde se concentra a insurgência.

Outro pilar da estratégia do candidato presidencial republicano no Afeganistão é fortalecer as áreas fronteiriças no Paquistão, onde, segundo os EUA, se escondem os terroristas. EFE cae/db

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