McCain compara Obama a socialistas europeus

Por Jeff Mason e Caren Bohan CONCORD, Estados Unidos (Reuters) - O candidato à Presidência dos Estados Unidos John McCain comparou seu concorrente Barack Obama a líderes socialistas da Europa no sábado, dizendo que seu rival quer aumentar os impostos dos ricos para dar dinheiro aos pobres.

Reuters |

McCain, senador pelo Estado do Arizona, tentou diminuir a vantagem que Obama conquistou na questão da economia em um dia de campanha em Estados tradicionalmente republicanos, que agora estão indefinidos: Carolina do Norte e Virgínia.

Obama, que atraiu a maior multidão desta campanha em um comício em St. Louis, disse que o ataque de McCain é uma crítica equivocada a seu plano de reduções de impostos para trabalhadores.

Aparecendo no icônico Arco do Portal para o Oeste, em St. Louis, diante de cem mil pessoas, Obama disse que McCain estava colocando os interesses da elite acima dos interesses de garçonetes e zeladores.

Em um anúncio no rádio, McCain disse que Obama aumentaria os impostos de alguns para dar cheques do governo para outros.

"O plano de impostos de Barack Obama converteria a Receita Federal em um grande órgão de Previdência Social, redistribuindo quantias imensas de riqueza sob a direção de políticos de Washington", disse o candidato republicano.

"Pelo menos na Europa, os líderes socialistas que admiram tanto meu adversário são transparentes sobre seus objetivos. Eles usam números reais e linguagem honesta. E deveríamos exigir a mesma sinceridade do senador Obama", disse McCain.

McCain estava se referindo à promessa de Obama de um desconto nos impostos para famílias com rendimentos abaixo dos 250 mil dólares ao ano. Alguns trabalhadores que não ganham o suficiente para pagar impostos receberiam uma restituição das contribuições sociais pagas na fonte.

Com apenas duas semanas antes das eleições de 4 de novembro, Obama está na frente de McCain nas pesquisas de opinião e em muitas regiões disputadas, que serão cruciais para o resultado das eleições.

A pior crise financeira em uma geração ajudou Obama, cuja conduta calma atraiu alguns eleitores ansiosos com a economia.

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