McCain ataca Obama por suposto vínculo com ex-militante radical

Washington, 9 out (EFE).- O candidato presidencial republicano, John McCain, lançou hoje um anúncio no qual acusa novamente seu rival democrata, Barack Obama, de mentir sobre seus supostos vínculos com o ex-militante radical dos anos 60 Bill Ayers.

EFE |

O anúncio, que gerou críticas inclusive nas fileiras conservadoras, assinala que Obama e o "terrorista" são "amigos e trabalharam juntos durante anos".

Faltando apenas três semanas para as eleições presidenciais, a campanha de McCain deixou claro que continuará este tipo de ataque contra Obama, com o objetivo de semear dúvidas sobre seu caráter, honestidade e capacidade de liderar os Estados Unidos.

McCain e sua companheira de chapa, Sarah Palin, atacaram juntos o democrata em ato eleitoral, e sua campanha emitiu um novo anúncio na internet no qual acusa Obama de ter lançado sua carreira política na casa de Ayers, além de afirmar que os dois lideraram uma fundação "radical" sobre a reforma educativa.

Ayers, que agora é um professor universitário, foi fundador do grupo radical "Weatherman", que se opôs à Guerra do Vietnã e nos anos 70 teria perpetrado atentados contra o Pentágono e o Capitólio.

Obama, que tinha 8 anos quando esses atentados foram cometidos, disse que não tem uma relação próxima com Ayers.

A campanha de McCain acusa o candidato democrata de mentir sobre sua relação com o ex-militante radical, descrito por Obama como "um tipo que andava por minha vizinhança".

Em meados da década de 90, Ayers organizou uma reunião em sua casa para apresentar Obama a seus vizinhos quando este se candidatou em Illinois. Os dois também trabalharam juntos em uma organização sem fins lucrativos.

Obama disse ontem à "ABC" que McCain usa ataques pessoais para tentar conquistar votos.

O porta-voz da campanha democrata, Bill Burton, disse à emissora "Fox News" que Obama desconhecia o passado de Ayers quando foi a sua casa e que, além disso, o candidato democrata considera suas atividades do passado "detestáveis e deploráveis".

Já McCain assegura que não quer atrair a atenção para Ayers, mas "descobrir a verdade" de sua relação com Obama. EFE mp/mh

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