reforma migratória integral , mas com segurança aos EUA - Mundo - iG" /

McCain apóia reforma migratória integral , mas com segurança aos EUA

María Peña San Diego (EUA.), 14 jul (EFE).

EFE |

- O candidato presidencial republicano, John McCain, afirmou hoje que apóia uma "reforma migratória integral", mas não sem antes garantir a segurança fronteiriça dos Estados Unidos e o respeito às leis em vigor.

Na 40ª conferência do Conselho Nacional da Raça (NCLR, em inglês) McCain começou com um discurso defendendo ferrenhamente o livre-comércio como antídoto para a pobreza, mas terminou com uma sessão de perguntas de um público hostil à onda xenofóbica nos Estados Unidos.

Várias vezes McCain afirmou que apóia "em um só projeto de lei" uma reforma integral que inclua a legalização dos imigrantes ilegais e que denuncie os ataques aos imigrantes enquanto afirma que as operações "são um sintoma" do fracassado sistema migratório.

"Os americanos estão prontos para uma reforma migratória integral porque estão fartos de um sistema de retalhos (respostas individuais)..., mas o primeiro requisito dos EUA é sua segurança", destacou.

Acompanhado da esposa Cindy, o candidato republicano foi ao fórum da NCLR buscando o voto hispânico, um dia depois do seu rival democrata, Barack Obama.

McCain criticou o senador por Illinois. Segundo o republicano, se Obama viajasse à América Latina, "ele também veria que os sólidos vínculos com nossos vizinhos e a estreita amizade que fomentam são muito benéficos para o país", disse.

O senador pelo Arizona, que começou sendo vaiado por alguns, voltou a desafiar "urgentemente" Obama a debater os temas difíceis do país.

Em resposta às vaias, McCain disse: "Isto ocorre de vez em quando (...) algo que os americanos querem que façamos é que deixemos de gritar, então, por favor..." O candidato republicano destacou sua recente viagem ao México e à Colômbia, dois fortes aliados dos EUA, assim como suas freqüentes visitas às Américas do Sul e Central ao longo da corrida à Casa Branca, o que lhe valeu fortes aplausos do público.

"Esse é o voto colombiano e mexicano", brincou.

Os dois candidatos à Presidência americana destacam a importância estratégica que a região tem para os EUA, mas Obama ainda não fixou datas para viajar ao local.

O senador pelo Arizona, epicentro do combate à imigração ilegal, explicou que a reforma migratória elaborada com Edward Kennedy fracassou em 2007 porque muitos americanos não acreditaram neles quando disseram que reforçariam as fronteiras do país.

"Não quero fracassar de novo em uma reforma migratória integral.

Devemos mostrar que temos e utilizamos os recursos para assegurar as fronteiras", asseverou.

Ele insistiu em que, ao contrário do que Obama defende, ele não abandonou a reforma migratória por conveniência política, mas a promoveu com pleno conhecimento de que isso poderia ser um suicídio político.

O candidato republicano destacou que continua apoiando "uma reforma de imigração integral, justa e prática".

Em declarações à Agência Efe, o legislador estadual de Nevada, Ruben Kihuen, disse que "se é verdade o que McCain disse hoje, então é certo que perderá o apoio de muitos conservadores".

McCain reconheceu sua luta árdua para conquistar o voto hispânico, especialmente porque alguns utilizaram o debate migratório "para deturpar as contribuições dos hispânicos" para os EUA.

"Denunciei esses insultos naquela época e os denuncio hoje", apontou, e lembrou que ganhou a última reeleição no Arizona com o apoio de 75% dos latinos.

O discurso, no qual retomou alguns dos pontos de sua agenda de "reforma, prosperidade e paz", foi dirigido principalmente à classe empresarial - há dois milhões de firmas hispânicas nos EUA-, ao promover o fomento ao comércio.

Nesse sentido, McCain se pronunciou como um "partidário incorrigível" do Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), do convênio assinado com a América Central e República Dominicana (CAFTA-DR) e do TLC com a Colômbia, congelado no Congresso pela oposição democrata.

McCain elogiou a liderança do presidente colombiano, Álvaro Uribe - o qual considerou um "homem valente e visionário"-, na luta contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e, sobretudo, pela recente operação de resgate de 15 reféns em poder desse grupo guerrilheiro.

"Devemos imitar sua qualidade de governante com a aprovação do acordo comercial que a Colômbia e os Estados Unidos negociaram e do qual os dois países se beneficiariam muitíssimo", declarou.EFE mp/bm/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG