McCain apoia plano de Obama para saída do Iraque

WASHINGTON - O senador republicano John McCain, que discutiu duramente com Barack Obama durante a campanha presidencial dos EUA a respeito da guerra no Iraque, disse nesta sexta-feira que apoia o plano do presidente para retirar os soldados norte-americanos do Iraque ao longo de 19 meses. No geral é um plano razoável, pode funcionar, e eu o apoio, disse McCain à Reuters.

Reuters |


Como candidato a presidente na eleição de 2008, McCain acusou Obama de ser ingênuo em questões sobre segurança nacional e criticou sua promessa de retirar as tropas norte-americanas do Iraque em 16 meses.

Questionado sobre essas declarações e suas posições atuais, McCain disse: "Deixe-me apenas lembrá-lo de novo, isto é totalmente diferente, isto é significativamente diferente, este plano em comparação à promessa de campanha dele."

McCain elogiou o fato de o plano de Obama prever a permanência de até 50 mil soldados no Iraque depois da retirada das outras tropas ao longo de 19 meses. Essas forças treinarão e equiparão as forças iraquianas e conduzirão algumas operações contra o terrorismo.

O senador estava entre os líderes do Congresso informados sobre o plano pelos principais oficiais de defesa da Casa Branca na quinta-feira. "Os comandantes militares disseram que há um risco moderado e, portanto, acho que ele pode funcionar", afirmou.

McCain disse que um fator positivo no plano é de que haverá uma "retirada muito pequena entre agora e as eleições nacionais" marcadas para ocorrer no Iraque em dezembro.

McCain, que integra o Comitê de Serviços Armados do Senado, também reconheceu uma situação diferente no Afeganistão. Obama deixou claro que sua prioridade militar é o Afeganistão, e disse que enviará mais 17 mil soldados ao país para intensificar os esforços contra uma insurreição do Taliban.

O apoio de McCain não se estende ao projeto de orçamento de 3,55 trilhões de dólares anunciado por Obama na quinta-feira. Ele disse estar "profundamente preocupado sobre os déficits sem fim". O senador pelo Arizona também criticou o que chamou de desperdício num projeto de orçamento para o ano fiscal corrente.

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