McCain apóia incentivos para exploração de petróleo nos EUA

Por Tim Gaynor ROCHESTER, EUA (Reuters) - O candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, manifestou na quarta-feira apoio a incentivos para que os Estados prospectem novos campos de petróleo, mas afirmou que não pretende obrigá-los a explorar potenciais recursos, especialmente em áreas ambientalmente frágeis.

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'Acredito que devamos furar para ir atrás [do petróleo]', disse ele num encontro com eleitores em Michigan. 'Mas sou federalista, e acredito nos direitos dos Estados em tomar essas decisões.'

'Acho que podemos oferecer mais incentivos para Estados como a Califórnia e a Flórida, e uma parcela maior dos dividendos e dos impostos do petróleo que eles possam explorar.

Mas não posso dizer ao povo da Califórnia o que fazer com o litoral deles. Não posso dizer que devemos furar nos ambientes mais intocados', prosseguiu.

Por razões ambientais, está proibida a perfuração em muitas áreas que pertencem ao governo federal e têm reservas comprovadas de petróleo. Atualmente, a exploração em alto-mar só está autorizada no litoral sul (Texas, Louisiana, Mississippi e Alabama) e em parte do litoral do Alasca.

A situação não deve mudar depois da eleição. Pelo contrário -- os democratas Hillary Clinton e Barack Obama provavelmente prorrogariam a proibição, que expira em 2012.

McCain defende uma abordagem mais flexível, permitindo que os Estados decidam onde explorar suas bacias marítimas.

Brian Rogers, assessor de imprensa do candidato, disse que McCain 'apóia o objetivo da moratória, que é proteger áreas ecologicamente sensíveis, mas acredita que há algumas áreas [em alto-mar] que podem e devem ser desenvolvidas por seu potencial energético.'

Todos os três candidatos a presidente dos EUA são contra a exploração de petróleo das enormes reservas que ficam no Refúgio Nacional da Vida Selvagem do Alasca, onde potencialmente há 16 bilhões de barris, muito cobiçados pelas empresas do setor. O governo de George W. Bush chegou a incluir essas áreas com destaque na política energética nacional.

McCain disse a seus eleitores em Rochester que vai guiar os EUA para a independência energética, e defendeu o aprimoramento de fontes alternativas e o investimento em energia nuclear.

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