McCain aceitará indicação presidencial do Partido Republicano

Em sua segunda tentativa, depois de mais de 20 anos no Senado e de uma carreira militar que recebe todos os elogios de seus correligionários republicanos, o senador pelo Arizona, John McCain, aceitará nesta quinta-feira a indicação como candidato à Casa Branca na Convenção Nacional do Partido Republicano em St. Paul, Minnesota (norte).

AFP |

Diante de 20.000 pessoas que lotaram o estádio de hóquei no gelo Xcel Energy Center, 2.400 delas delegados de seu partido que lhe deram a maioria interna para ser nomeado candidato, McCain pronunciará um discurso de cerca de 40 minutos no qual aceitará a nomeação.

Seu pronunciamento está previsto para as 21h10 locais (23h10 de Brasília), horário central de TV nos Estados Unidos.

Nascido em 1936, McCain é o herdeiro de uma dinastia militar a serviço dos Estados Unidos desde a independência, no século XVIII. Herói da guerra do Vietnã, o soldado de registro "624787" foi mantido prisioneiro durante cinco anos nas celas do "Hanoi Hilton", onde foi submetido a torturas e isolamento.

Cada um dos oradores que o precedeu na tribuna da Convenção mencionou as torturas que McCain sofreu e como os tormentos afetaram o seu corpo. Foi dito muitas vezes que durante os últimos três dias de prisão quebraram os ossos de McCain, "mas não o seu espírito".

O candidato republicano não pode erguer seus braços além de seus ombros devido às torturas que sofreu há quase quatro décadas quando foi capturado em Hanói.

A Convenção se centrou do princípio ao fim na personalidade de McCain, em seu passado militar e patriotismo, e em sua experiência legislativa, apresentando-o como um homem independente de seu partido, um "maverick", foi a palavra em inglês repetida exaustivamente em St. Paul e que corresponde em português a um político que não se prende a tendências, ou "dissidente" no sentido literal.

Até o momento pouco se falou durante a reunião partidária de temas que importam aos norte-americanos como energia, crise hipotecária ou seguros de saúde, embora tenha sido mencionada a guerra no Iraque, que McCain apoiou e para a qual defendeu o envio de mais tropas este ano.

Também ficou clara desde segunda-feira a escassez de líderes de minorias como negros, hispânicos ou asiáticos nas fileiras do Partido Republicano em comparação com o Partido Democrata, que realizou sua Convenção em Denver, Colorado (oeste) na semana passada.

Ao lado do senador pelo Arizona, de 72 anos, estará sua companheira de chapa, a governadora do Alasca (norte), Sarah Palin, que na quarta-feira aceitou oficialmente ser candidata com McCain e cuja indicação rendeu críticas e elogios ao líder republicano.

Primeira mulher candidata à vice-presidência, Palin, ultraconservadora de 44 anos, falou na quarta-feira à noite na Convenção de seu partido, desencadeando a euforia dos presentes depois de chegar ao evento cercada de controvérsias. A maior, a notícia da gravidez de sua filha solteira de 17 anos que só foi anunciada dias depois de McCain ter anunciado seu nome para completar a chapa republicana.

Sua aparição no palco da Convenção na noite de quarta-feira foi elogiada pela imprensa norte-americana.

Não faltarão nesta quinta-feira os ataques ao líder da corrida à Casa Branca, o democrata Barack Obama, que têm sido uma constante entre os oradores como o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, o ex-governador de Massachussets Mitt Romney ou o ex-senador e ator Fred Thompson, os três candidatos derrotados à indicação republicana para as eleições de 4 de novembro.

Obama lidera as pesquisas de intenção de voto com 50% a 43% de McCain, segundo uma sondagem da USA Today e do instituto Gallup.

mr/dm

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